Alagoa Grande: terra de vultos históricos e de movimentos sociais indeléveis

É a cidade de Alagoa Grande o cenário onde viveram figuras e ocorreram revoltas extremamente importantes para a história da Paraíba

Terra de Jackson do Pandeiro e de Margarida Maria Alves, a cidade de Alagoa Grande tem como marcas, efetivamente, a cultura e as lutas sociais, muito bem representadas, em ambas as vertentes, por esses dois ícones da história paraibana.

Ainda hoje, no Brasil inteiro, Jackson do Pandeiro, o Rei do Ritmo, é cultuado e seguido por expoentes da maior categoria na música popular brasileira, do samba ao rock, como inspirador e modelo.

Alagoa Grande - Memorial Jackson do Pandeiro
Crédito: https://www.destinoparaiba.pb.gov.br/

Já a líder sindical Margarida Maria Alves, assassinada por proprietários de terra, anima movimentos sociais, especialmente ligados à terra, pelo Brasil afora, sendo ela a figura inspiradora da Marcha das Margaridas, que mobiliza a capital federal todos os anos.

Essas duas figuras, por elas mesmas, já serviriam de motivo suficiente para fazer de Alagoa Grande um local de visita obrigatória aos turistas que chegam à Paraíba, por tudo o que elas representam de história.

No entanto, é conveniente lembrar que fica em Alagoa Grande uma das mais emblemáticas comunidades quilombolas do país, a Caiana dos Crioulos, objeto de matéria bastante acessada do Para Onde Ir.

Mas, não é somente isso. Alagoa Grande foi um dos quartéis generais dos revoltosos do Quebra Quilos, em 1874, que opôs pobres em geral contra os poderosos da época, tendo como pano de fundo da revolta a indignação com impostos, na forma de do sistema métrico decimal. (Para melhor compreensão da Revolta do Quebra Quilos convém a leitura de trabalho de pesquisa feito pelo historiador Armando Souto Maior).

Alagoa Grande

Foi nesse cadinho em que se misturam figuras grandiosas nascidas do povo, a resistência do negro escravisado e uma economia baseada principalmente na cana de açúcar e nos engenhos, cenário comum à região do Brejo Paraibano, que foi forjada a história de Alagoa Grande.

Ali é que o turista pode visitar o Museu Casa de Margarida Maria Alves, o Memorial Jackson do Pandeiro, a comunidade de Caiana dos Crioulos e ouvir histórias da Revolta do Quebra Quilos, com episódios relatados de pai para filho, até os dias de hoje.

Grandiosa e histórica é a cidade de Alagoa Grande que, apropriadamente, tem o seu Centro Histórico devidamente tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (IPHAEP), desde 07 de novembro de 2002.

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