Tambaú, linda praia do Atlântico Sul: um escandaloso deleite!

Apesar de plenamente urbana, Tambaú guarda resquícios de uma praia natural pelas poucas intervenções que lhe foram prejudiciais

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Sérgio Botêlho – Apesar de plenamente urbana, Tambaú guarda resquícios de uma praia natural pelas poucas intervenções que lhe foram prejudiciais

Uma coisa é ver outra contar. Sempre é mais difícil entender a beleza de um lugar apenas pela descrição. Com uma foto, já melhora. Com um filme, ainda mais. Contudo, para saber é preciso viver, experimentar, assuntar com os locais, se locupletar do real.

Desse jeito é com Tambaú, linda praia do mar que fica em plena área urbana de João Pessoa, capital da Paraíba. Para começo de conversa, é muito difícil encontrar uma praia urbana (e ponha urbana, nisso) livre para um mergulho sem apreensões.

Com características beirando ao seu estado original mais selvagem, Tambaú é um deleite da natureza. A não ser um hotel construído na areia, ainda no início da década de 70, a praia mais citadina da Paraíba não tem intervenções prejudiciais ao mar.

Portanto, Tambaú é uma praia urbana quase selvagem à disposição dos paraibanos em geral que lhe abordam por todos os dias da semana. E dos turistas que costumam invadir João Pessoa nos mais diversos momentos do calendário de cada ano.

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Emissários submarinos

Entre as intervenções que inexistem em Tambaú, uma delas torna-se extremamente dramática para as praias que as ostentam. Na praia pessoense (é assim que se chamam os nativos e as coisas relativas a João Pessoa) não há emissário submarino. Aquela coisa de levar esgoto para o alto mar.

Outra coisa: apesar de estar localizada bem do lado em que nasce o sol vizinho ao ponto mais oriental das Américas, à Leste, portanto, na medida em que o sol corre para o Oeste, não há perigo de sombra na praia. Isso porque não é possível construir arranha-céus na orla. Somente da terceira avenida para dentro. E, dali em diante, com efeito, existem centenas deles, e que poderiam muito bem estar na primeira avenida.

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Crescimento da cidade

Das razões que explicam as condições naturais praticamente preservadas de Tambaú, a mais benéfica é a da história como evoluiu a cidade de João Pessoa. Ao invés de ter se desenvolvido do mar para o seu interior, como as capitais nordestinas, cresceu do interior para o litoral.

Nascida à beira do rio Sanhahuá, em agosto de 1585, a urbe da cidade originalmente chamada de Nossa Senhora das Neves, somente veio atingir o litoral ao final da primeira metade do século XX. Praticamente, 400 anos depois.

Desse jeito, pode o esgotamento sanitário ir sendo construído paulatinamente na direção do Sanhahuá, e não do mar. Ao longo do tempo, o tratamento desses esgotos acabou poupando, também, o mar de Cabedelo, cidade conurbada com João Pessoa, a quilômetros de orla distante de Tambaú, onde fica o porto paraibano. É por lá que o Sanhahuá desemboca. Durante quatro séculos, até o dia de hoje, por conseguinte, Tambaú foi poupada de tal vexame.

É preciso dizer com essa exposição de motivos que passar uns dias em Tambaú não vai fazer mal a ninguém. Muito pelo contrário! E, aqui pra nós: o que já tem de gente se mudando de mala e cuia para lá, não é brincadeira!

Enfim, apesar de toda a preservação, a orla marítima de Tambaú é bem servida de hotéis e de pousadas. O que garante uma estadia de tranquilidade e prazer de frente para uma das praias urbanas mais belas de todo o mundo.

E a culinária?!

E sem falar na culinária paraibana, que é outro espetáculo da gastronomia internacional, um capítulo à parte das abordagens que o Para Onde Ir vem fazendo. Parabéns aos que se dispuserem a visitar Tambaú!

(Sérgio Botêlho)

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