Parceria na indústria turística é a palavra mágica para superar a crise

Estava outro dia conversando com um amigo meu da área do turismo e arrisquei um palpite. Segundo penso, mais do que nunca a parceria vai ser a alavanca para salvar a indústria turística no pós-pandemia. Ou melhor falando: nas próximas fases da pandemia, já.

Conforme minha sugestão, os destinos (especialmente da parte do poder público respectivo, nessa hora crucial) vai ter de entrar em conjuminância com as empresas de transportes aéreas e terrestres para uma parceria que a mim parece inevitável.

A parceria consistiria no seguinte: governos estaduais e municipais, principalmente, ofertarão aos turistas o pagamento das passagens até o destino sobre o qual exerçam (governos e prefeituras) a gestão pública. Em troca, por exemplo, o turista demonstraria reserva de ao menos uma semana, por exemplo, de estadia no local. Convém também incluir garantias de tratamento de saúde e testes da Covid.

Lógico que as passagens tanto aéreas quanto terrestres, destacadamente as aéreas, teriam que ser conversadas. Certamente, do outro lado da linha, ou seja, nas empresas, haveria disposição para essas conversas. Afinal, todo mundo está querendo sair do buraco.

Pelo inusitado da proposta até parece uma maluquice, vista com os olhos de antes da pandemia. Mas, não com os olhos fincados a partir do reino estabelecido sobre a Terra pela Covid-19, que simplesmente arrasou com a indústria do turismo, em termos planetários.

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Já começou

Pois bem. Para minha surpresa tenho lido nesses últimos dias atitudes nunca d’antes pensadas ao menos na escala em que está se apresentando. Por exemplo: em Lisboa o poder público está ofertando voucher aos turistas que chegarem para que possam usar o transporte público gratuitamente. Portanto, é coisa que já está acontecendo.

Tem outra. Segundo a Euronews, portal de notícias sobre a Europa, hotéis espanhóis estão pagando testes de coronavírus aos hóspedes. Ruim é saber que as taxas de novos infectados estão subindo na Espanha. 

E ainda outra. De acordo com reportagem da revista Exame, em busca de mais passageiros, a Emirates (empresa aérea) está ofertando pagar o tratamento ou o velório do viajante que pegar Covid. 

Segundo a matéria, o seguro oferecido pela empresa também cobre gastos médicos e eventual quarentena que o passageiro tenha de cumprir no país do destino, por conta do coronavírus. Enfim, para cobrir gastos médicos a empresa pode desembolsar até 150 mil euros.

Portanto

Quer dizer que não estou muito longe da verdade que se instalará (ou melhor, que já está se instalando) na economia do turismo. A crise é séria e o Brasil, por exemplo, pode perder 3 mil hotéis por conta. 

Assim, a palavra de ordem, desde logo, é a parceria. Uma parceria de tal monta que tende a envolver todo o trade turístico em busca de salvação. Pois, não há quem não queira perder no boi do que perder a boiada toda.

E querem saber: a palavra parceria vai ser a mais em moda no pós-pandemia (ou melhor, desde já, na pandemia mesmo), para que se vislumbre a salvação da economia global e da sociedade humana profundamente afetadas pela Covid-19.

(Sérgio Botêlho)

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