PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Rio Jaguaribe

Com o título “Uma reflexão pesarosa sobre o Rio Jaguaribe e sua gente”, publicamos no dia 19 de julho de 2023, no Facebook a seguinte resenha sobre o Rio Jaguaribe

Li ontem postagem de meu amigo Antônio Gomes, sociólogo de sólida formação e de pendor humanista irreversível, aqui, neste espaço nosso do Facebook. Nossa amizade foi forjada na Academia, onde aprendi a admirá-lo ao tempo em que exerci, por dois anos, monitoria na cadeira de Sociologia.

VEM AÍ O LIVRO MEMÓRIAS DA CIDADE DE JOÃO PESSOA DA SÉRIE PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS

Estou falando da UFPB. (Uma breve trajetória acadêmica, a minha, que, apesar de elogiada à época, me desculpem a falta de modéstia ao registrar, por professores e alunos, nunca passou disso, por motivações estritamente nossas). Na referida postagem, ele me sugeriu falar sobre o Rio Jaguaribe que, da mesma forma que os rios Cabelo, Cuiá e Sanhauá, nasce e desemboca em pontos geográficos da própria cidade de João Pessoa.

Ele expôs, assim, sua admirável empatia para com o sofrimento do rio e dos desvalidos habitantes de suas margens. É que a pobreza, por ser extremamente degradada, também é degradante, vinculando ao sofrimento toda a natureza ao redor dos que padecem.

No caso dos ribeirinhos do Jaguaribe – contados na casa das milhares de famílias, domiciliadas em um local o mais das vezes sem rede de esgotos alguma -, grande parte do lixo e dos dejetos que produzem seguem direto para o leito do rio.

O fato deplorável é que o referido curso d’água, que possibilitou a primeira grande fonte de água potável destinada ao consumo da população pessoense, a partir da Mata do Buraquinho – esta, uma parte até hoje preservada da Mata Atlântica -, está arruinado. A partir de logo depois das Três Lagoas, onde nasce, até o rio Paraíba, onde deságua, o Jaguaribe é um esgoto a céu aberto.

Nessa conformidade, apesar de intervenções do poder público, ao longo do tempo, e mais fortemente, nos últimos anos. Aliás, do mesmo jeito que acontece com o Cuiá e o Cabelo, já citados, e suas comunidades ribeirinhas.

Portanto, para que o dantesco quadro um dia venha a ser solucionado é preciso que necessariamente sejam superadas as imensas desigualdades sociais que deslocam os paupérrimos para as margens do rio.

Enquanto essas desigualdades não forem resolvidas, que são as causas, os efeitos, no leito do rio, em suas margens, em suas palafitas e em suas gentes continuarão sempre piorando. Embora valham as ações paliativas.

Comentários.

De Humberto de Almeida: Excelente! Há muito venho acompanhando, tristemente, lamentavelmente e “mentes” tristes outros a morte desse Rio. Excelente! Parabéns!

De Pedro Marinho: Excelente Sérgio Botelho, realmente o tema deve ser do interesse de todos

De Jsergio A de Almeida: Na Tancredo Neves o mangue já foi aterrado para construção de casas e nenhuma atitude dos órgãos ambientais foi verificada.

De Crisvalter Medeiros: É uma tristeza. Tem a ver com o atraso no processo civilizatório. Quando formos realmente civilizados, a natureza será respeitada. Sem falar que esses rios poderiam ser fonte de renda para muita gente na produção de horticultura, além de oportunidade de uma ocupação saudável para outros. Toca em frente.

Localização:

 

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