PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O início da construção da cidade, da série João Pessoa e seus fundamentos

Sérgio Botelho* – Assinado o pacto entre portugueses e indígenas, em 5 de agosto de 1585, em 4 de novembro do mesmo ano foi demarcado o fortim na região da atual João Pessoa hoje conhecida como Varadouro.

Quem diz isso é um documento, da lavra dos jesuítas, chamado “Sumário das armadas que se fizerão, e guerras que se derão na conquista do rio Parahiba”, ou simplesmente Sumário das Armadas.

Reconhecido como fonte documental primária sobre o nascimento da Paraíba, o Sumário foi reeditado pelo Senado Federal, em 2010, com o título “História da Capitania da Paraíba”, à disposição na internet.

Ali, a gente fica sabendo que o próprio Ouvidor-Geral Martin Leitão participou da etapa inicial de construção da nova cidade, o que revela a importância dada pela Coroa ao empreendimento.

E ainda que Martim Leitão veio de Pernambuco por terra, no comando de uma expedição que trazia pedreiros e carpinteiros e recursos diversos para iniciar a construção da cidade, numa jornada que durou 14 dias (entre 15 e 29 de outubro de 1585).

Outro detalhe que merece destaque é a recepção feita, aqui, por indígenas e por brancos (sic), o que já revela a presença de um contingente não indígena chegado algum tempo antes à região. Além disso, no dia posterior à chegada, uma excursão realizada por Martin Leitão passou pelo rio Jaguaribe e pelo Cabo Branco.

O principal fato do 4 de novembro de 1585, foi a demarcação do forte que simbolizava a segurança e o poder na atual João Pessoa. Um bastião cujos vestígios desapareceram, para tristeza de todos nós, ávidos em busca de nosso marco zero.

Haja história!

*Sérgio Botelho é jornalista e escritor

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