Sérgio Botelho – A notícia está em A União de 10 de setembro de 1931, e diz o seguinte, no português da época: “Hontem, ás 6,30, amerissou no Sanhauá, o hydro-avião Bandeirante, da ‘Condor’, que vinha com a lotação completa, procedente de Natal. Aqui recebeu o Bandeirante numerosa correspondência postal, decolando, após, destino á capital do país e escala”.

A matéria de A União detalha mais: “Havendo notado inconveniências no actual horario dos aviões que procedem do sul, a ‘Condor’ resolveu alterar a partida dos seus apparelhos do Rio, devendo os mesmos aqui chegarem ás sextas-feiras, sendo a sahida do nosso ancoradouro interno mesmo ás quartas-feiras”.
Quer dizer, havia certa regularidade para o trânsito desses aviões, executados, à altura do porto do Capim, aproveitando a infraestrutura existente no tradicional porto de João Pessoa. Há informações, ainda, sobre pousos na Praia do Jacaré.
O uso dos hidroaviões no Brasil foi uma resposta pragmática às condições geográficas e infraestruturais do país para atender ao avanço tecnológico da época. A companhia aérea Condor Syndikat foi pioneira na utilização desse tipo de transporte aéreo, o que aconteceu mais fortemente entre as décadas de 1920 e 1940. A referida empresa inaugurou a primeira rota com passageiros do Brasil no dia 3 de fevereiro de 1927 com o Dornier Wal D-112, conhecido como Atlântico.
Contudo, segundo informações da Força Aérea Brasileira (FAB), em 1929, a companhia aérea norte-americana Pan American Airways, inaugurou a rota entre os Estados Unidos e a América do Sul, com parada no Rio de Janeiro (onde hoje está localizado o aeroporto Santos Dumont) e chegando até Buenos Aires (Argentina).
Tais aviões, que pousam e decolam sobre superfícies aquáticas, foram, no Brasil, bastante utilizados em regiões costeiras, fluviais e, em especial, amazônicas, onde a infraestrutura aeroportuária terrestre ainda era limitada ou inexistente.
Dessa maneira, acabou tendo apoio governamental, desempenhando significativo papel no desenvolvimento da aviação comercial e na integração do território nacional.
Ainda hoje. de acordo com a FAB, há registro de hidroaviões operando no Brasil. No mundo, há hidroaviões cada vez mais modernos operando normalmente.
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