Sérgio Botelho* – A instalação da energia elétrica na Parahyba, atual João Pessoa, foi efetivada em 14 de março de 1912, no governo de João Lopes Machado (1908-1912), figura que nomeia a rua que separa o Centro de Jaguaribe.
No começo, a firma responsável recebeu o nome de Empresa de Iluminação e Viação Elétrica da Capital. Posteriormente, Empresa Tração, Luz e Força, a ETLF, sociedade anônima constituída em São Paulo.
O prédio que servia de sede à empresa fornecedora da eletricidade de João Pessoa era o da foto, o mesmo que já se prestara como garagem para os bondes de tração animal e serviria aos de tração elétrica, a partir de 1914.
No início do Século XX, dali também partia a Maxabomba, uma pequena locomotiva rudimentar, movida a óleo, a fazer muito barulho e sujar os passageiros, primeiro chegando a Tambauzinho e depois a Tambaú.
Localizado na região antigamente conhecida como Cruz do Peixe, o prédio era a versão mais antiga do que hoje, revitalizado e requalificado, tem o nome de Usina Cultural Energisa.
Voltando ao fornecimento da luz elétrica, em João Pessoa, desde a largada que os serviços tinham a marca da precariedade, longe de atender à demanda pessoense, à época.
Ampliações levaram atendimento a outras áreas, mas as reclamações continuaram, especialmente por causa das quedas, espaços e prédios que seguiam não atendidos e preços considerados altos.
Na década de 1930, a companhia já acumulara um volume de críticas incapaz de ser ignorado pelas autoridades, naturalmente de olho no desgaste perante a população.
O moído redundou, em 27 de março de 1933, na rescisão do contrato entre o Governo e a empresa. Obras, materiais e serviços passaram às mãos do governo, segundo o Memória João Pessoa, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPB.
Contudo, os problemas não pararam por aí, o que é uma outra história.
*Sérgio Botelho é jornalista e escritor
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