Coronavírus: o perigo que está em marcha crescente no Brasil

Sérgio Botêlho

Coronavírus: o perigo. Brasil ainda não atingiu o pico das consequências advindas do coronavírus. Já colocada no status de pandemia mundial pela Organização Mundial da Saúde (OMS), esse pico deve ocorrer no país dentro de mais ou menos duas semanas e meia.

A advertência foi feita nessa terça-feira, 11, pelo Ministério da Saúde, aos hospitais. Portanto, trata-se da primeira avaliação oficial feita por um órgão do governo federal colocando publicamente a gravidade do vírus.

Assim, na palavra abalizada do ministro Mandetta, hospitais devem se preparar porque os registros de infecção pelo vírus vão aumentar exponencialmente, segundo avaliação feita pelos técnicos do MS.

Tudo o que o Brasil precisa, neste momento, é justamente de informação verdadeira sobre o vírus. Dessa forma, o alerta emitido pelo ministro da Saúde fornece um quadro claro sobre a situação, permitindo, à população e aos hospitais, melhor preparo para enfrentar o surto. Diante da gravidade da situação, o mesmo Ministério da Saúde avisou, em outra medida,  que os planos de saúde devem obrigatoriamente bancar os testes para os respectivos segurados. Até aqui, esses testes vêm sendo cobrados pelos planos.

Até esta quarta-feira, 11, uma nova resolução da Agência Nacional de Saúde, sobre o assunto, será editada. De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, o documento incluirá o exame para pesquisa do coronavírus na lista do rol de procedimentos de cobertura obrigatória.

Mundo em polvorosa

Enquanto isso, o mundo inteiro se prepara com afinco para enfrentar o vírus. A política de isolamento de imensas metrópoles chinesas, por exemplo, resultou em diminuição drástica do número diário de novos infectados.

A Itália, por outro lado, está inteiramente em quarentena. Desse jeito, as ruas estão vazias, incluindo os locais de maior visitação turística. Os eventos coletivos estão suspensos, e até um desfile de Giorgio Armani, em Milão, aconteceu sem público.

Em toda a Europa foram postas em prática medidas fortes de segurança para conter o vírus. Na Alemanha e na França, jogos de futebol estão acontecendo, sem público, ou adiados. Reuniões com mais de mil pessoas estão proibidas.

No Brasil, o último balanço dá conta de 35 casos já registrados em cinco regiões do país. Desses 35, 5 são pacientes que contraíram o vírus aqui mesmo, no Brasil. O que certamente faz crescer a preocupação.

Em artigo escrito para o Estadão, o jornalista Fernando Reinach lembra que, há apenas 3 semanas, a Itália tinha 3 casos de coronavírus. Neste momento, aquele país mediterrâneo registra mais de 10 mil casos, com 653 mortes.

A divulgação dos números, pelo repórter, tem a intenção de alertar as autoridades brasileiras a tomarem medidas de profilaxia, urgentemente, pois a propagação do coronavírus, como mostra o exemplo da Itália – e de outros países – é rápida.

Para evitar uma tragédia, o Brasil, em primeiro lugar, deve tratar a questão como muito séria. E, a partir daí, alertar toda a população sobre as mais urgentes providências a serem tomadas. Desaconselhável é dar de ombros e esperar para ver o que vai acontecer.

Enfim, preparar, desde já, um forte sistema de atendimento aos infectados pelo coronavírus, para que, no pico do surto, não aconteça o caos. Uma responsabilidade que tem de ser do Executivo, embora em parceria estreita com os demais poderes.

Sem isso, estaremos apenas nos jogando nos braços da sorte, com todos os perigos que rondam a decisão.

 

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