Governadores querem prorrogação do estado de calamidade e do auxílio emergencial

Varejo tem pior Natal. Dólar põe empresas em dificuldade. Multiplicam-se atos de resistência a medidas de isolamento. 

🖋 Edição: _Sérgio Botêlho_

Estado de calamidade

Os governadores do Nordeste querem a prorrogação do estado de calamidade no país. Segundo o jornal Valor Econômico, os líderes da região argumentam com a necessidade de o país dar continuidade ao auxílio emergencial, diante da persistência da crise sanitária.  “Ninguém quer e ninguém deseja, mas a calamidade é uma realidade”, disse o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que lidera o consórcio de governadores da região e que afirmou também se manifestar em nome do fórum de governadores de todo o país, conforme a matéria.

Varejo tem pior Natal

Ainda segundo o Valor Econômico, em matéria que é manchete da publicação, o Natal deste ano foi o mais fraco para as vendas do comércio desde a recessão de 2015 e 2016, quando o setor encolheu 7% no período. A informação é das associações empresariais ouvidas pelo jornal, que atribuem o mau desempenho justamente à redução do valor do auxílio emergencial pago pelo governo a mais de 60 milhões de pessoas e ao fechamento ou redução do horário de funcionamento

Dólar põe empresas em dificuldade

Matéria de capa do jornal Estado de São Paulo, desta terça-feira, 29, revela dados sobre a crise vivida por empresas brasileiras por conta da alta do dólar. De acordo com levantamento feito pelo Centro de Estudos do Mercado de Capitais com base em dados até agosto, a dívida corporativa total chegou a R$ 4,3 trilhões; além da variação cambial, empresas recorreram a mais empréstimos para reforçar caixa.

Resistências a isolamento

Enquanto isso, multiplicam-se os atos de resistência a medidas de isolamento adotadas ou pretendidas por governadores e prefeitos. Segundo a Folha de São Paulo, nesta segunda-feira, 28, trabalhadores de Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, bloquearam o acesso à cidade em protesto contra restrições ao turismo na cidade. Em Juiz de Fora (MG), houve protesto em frente à prefeitura contra o fechamento do comércio.

Resistências

Ainda de acordo com o jornal, em Búzios, no primeiro grande protesto deste fim de ano, empresários e trabalhadores conseguiram reverter decisão judicial do último dia 17 que fechava a cidade para turistas no período de festas de fim de ano. No Amazonas, o recuo veio apenas depois da segunda mobilização em uma semana. Enquanto isto, as perspectivas pela vacinação em massa são cada vez mais distantes. Já a pandemia somente vem piorando.

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