Sérgio Botêlho – Desde a OMT passando pelas mais diversas entidades ligadas ao setor de viagens, o turismo verde é a meta a ser alcançada
A pandemia vai deixando lições forçosas à economia do turismo, principalmente sobre as relações futuras do homem com a natureza em prol do desenvolvimento turístico baseado na sustentabilidade.
E-BOOK GRATUITO: Praias urbanas da Grande João PessoaE, nesse particular, o Brasil é privilegiadíssimo, naturalmente, e tão somente precisa investir convenientemente nessa vertente, que é a um só tempo rentável e capaz de preservar o meio ambiente, este, o maior bem de que a humanidade dispõe.
A propósito, não é somente a economia do turismo que se inclina por um maior respeito ao habitat humano no futuro pós-pandêmico que se desenha irresistivelmente entre as nações mais desenvolvidas do mundo.
Toda a realidade, do trabalho ao lazer, parece ter percebido a inevitabilidade de o ser humano observar mais seriamente a quantas andam suas relações com a ambiência, no sentido de melhorá-las no que for possível.
No papel de condutora dos novos protocolos turísticos internacionais, a Organização Mundial do Turismo (OMT) vem procurando apontar caminhos no sentido do desenvolvimento sustentável do turismo.
Com efeito, a OMT tem divulgado cada vez mais frequentemente a necessidade de recuperar o setor de viagens, depois da crise provocada pela pandemia, mas sempre com o objetivo de fazer preponderar a tese de uma economia do turismo quase que religiosamente submetida à causa da preservação ambiental.
Recentemente, no XVIII Congresso Brasileiro de Ecoturismo e Turismo de Aventura, realizado em Santa Catarina, pela Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), o propósito de incrementar o ecoturismo, ramo de atuação da entidade.
(Sobre o ecoturismo, os estados do Centro Oeste têm se destacado na modalidade. Dessa forma, o Mato Grosso do Sul acabou premiado pela condução de projetos no Pantanal, em Bodoquena, na região de Bonito e no cerrado.)
Porém, não é somente do turismo de aventura que vive o turismo verde. O turismo sustentável como um todo é irmão siamês do turismo de aventura e do ecoturismo, desde que se passe a entender o setor de viagens e eventos como respeitador do meio ambiente e de uma economia calcada na parcimônia com a utilização dos recursos naturais.
Voltada para o objetivo geral de um turismo o mais possivelmente verde, dentro do novo normal, a OMT vem paralelamente a todos os esforços de pregação das ideias, pelejando por mais investimentos verdes no setor turístico, em parceria com o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento. O esforço é sério.
Segundo informa a organização, até o momento, mais de 200 investidores integram a rede global de apoio a redes de hotéis em 50 países que buscam se tornar mais sustentáveis. O incremento veio depois da realização da Conferência da ONU sobre Mudança Climática, COP26, em Glasgow, em novembro. O evento feito na Escócia, concretamente, tem mexido com a consciência universal.
Há muito a se fazer no sentido de converter a economia do turismo numa espécie de vanguarda mundial da sustentabilidade. Um objetivo que devemos reconhecer faz parte da própria concepção de turismo, uma vez que é impossível promover um turismo permanentemente seguro e galvanizador do interesse de todos sem que o objetivo de sustentabilidade não seja rigorosamente observado.
Afinal de contas, entre os itens que garantem a presença de viajantes nos diversos destinos, o mais forte certamente é o da confiança. Portanto, sem a preservação dos destinos e dos equipamentos turísticos, não se estabelece a confiança necessária ao tão cobiçado retorno dos visitantes.
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One thought on “Turismo verde: um efeito cada vez mais desejado para o pós-pandemia”