As perdas do turismo são incomensuráveis

Sérgio Botêlho – Apesar das perdas do turismo serem incomensuráveis, uma luz pinta no final do túnel devido aos cuidados gerais adotados, até agora

Dados da Organização Mundial do Turismo (OMT) são acachapantes para o segmento, um dos mais importantes para a economia mundial e verdadeiro termômetro para se mensurar o grau de recuperação econômica internacional. E-BOOK GRATUITO - BAIXE AGORA Praias urbanas, belas e naturais da Grande João Pessoa

Termômetro porque somente é possível uma recuperação mais plena para a economia do turismo, não apenas com o restante da economia curando suas perdas quanto reavendo o ritmo de desenvolvimento perdido por conta da crise sanitária.

Segundo a OMT, entre janeiro e maio de 2021, o número de visitantes internacionais foi 85% menor do que o volume registrado em 2019, antes da pandemia de coronavírus. De lá para cá a melhora existe, mas é muito pouca.

Porém, nada parecido com o ano de 2020, quando o setor de viagens sofreu uma queda de 900 milhões de turistas, segundo os números da OMT, superando em altíssimo grau as perdas do setor durante a crise econômica de 2009.

A prejudicar a recuperação está o surgimento de novas variantes da Covid-19, juntamente com as necessárias e novas medidas de controle sanitário definidos pelos países para evitar recidivas da pandemia.

Na visão da Organização das Nações Unidas (ONU), a retomada do turismo ajudará na recuperação e no crescimento global.  A previsão era de que a soma do prejuízo gerado pela queda do turismo chegaria a US$ 4 trilhões para o PIB Global, até o final de 2021.

Sobre essa realidade contrária ao retorno do turismo a uma situação pré-pandêmica a solução, para os organismos internacionais tem nome e sobrenome: vacina para todo o mundo e medidas de segurança sanitária.

Em meio às enormes perdas para as economias nacionais, especialmente as dos países que mais dependem do turismo, se encontram os trabalhadores do setor, contados na casa dos milhões, nos diversos continentes, sofrendo de ou sujeitos ao desemprego. 

Significativo saber que, mesmo com o natural desespero provocado pelas perdas em função da pandemia, a maioria dos países não hesitou em adotar as medidas mais severas preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mais de uma vez, por sinal. Em 2020 as medidas sanitárias foram bastante severas, a despeito das perdas acumuladas no turismo. E agora, em 2021, quando algumas aberturas já se verificavam, novamente a severidade das medidas voltou a dominar.

Turismo interno

O bom sinal é que o turismo interno está se recuperando pelo aumento das viagens e dos eventos em escalas nacionais. Com maior expressividade para os países onde a vacinação avança como política determinada de governo.

É a maior representação do que significa efetivamente a unidade entre aflição e efetividade na busca de soluções; representa o elo indissolúvel entre saúde e economia, tendo no meio, como medida resolutiva, a adoção das orientações da ciência.

Como exemplos para o mundo inteiro da opção pela saúde como medida protetiva da economia estão diversos estados brasileiros, que resolveram enfrentar com determinação as ressalvas do poder central do país contra as medidas sanitárias, em geral.

E ainda não é tempo de vacilar nesse sentido, mostram esses estados, já que continuam em amplas campanhas de vacinação e de recomendação sobre a necessidade do uso de máscaras e do uso de restrições sanitárias.

Enfim, e por casusa disso, as perspectivas para 2022 são as melhores possíveis, principalmente para os estados mais cuidadosos, diante das contenções sanitárias que seguem sendo ministradas sem abalos. DESTAQUES DA GRANDE MÍDIA IMPRESSA DE HOJE

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