Sérgio Botelho – Já que hoje falamos em Bananeiras, bom falar também sobre o Cruzeiro de Roma, um monumento de grande força espiritual e de particular atrativo turístico entre os acervos locais.
Trata-se de um conjunto religioso erguido no distrito de Roma, a cerca de 13 km do centro de Bananeiras. Compõe-se de uma grande cruz e de uma capela dedicada à Sagrada Família.
A cruz foi inaugurada no início do século XX. De acordo com a maioria das fontes, mais precisamente no ano de 1901. A capela veio em 1907. O conjunto nasceu de uma promessa cumprida por um proprietário rural após alcançar uma graça.
Consta que o senhor João Rodrigues Neves, o proprietário rural, conseguiu bênção de Padre Cícero para que a capela servisse ao pagamento de promessas, por parte dos peregrinos, evitando longa e penosa viagem a Juazeiro do Norte.
Há referências a autorização vaticana no acréscimo da capela. Em 2000, no Jubileu, o local ganhou uma Porta Santa, também, segundo consta, com anuência da Santa Sé.
A posição na Serra da Borborema ajuda a entender seu magnetismo. O cruzeiro fica acima de 500 metros de altitude. O visitante enxerga cidades do Brejo e, ao longe, a estátua de Frei Damião, em Guarabira.
O sítio integra roteiros de fé e caminhada. A rota “Caminhos do Frio” inclui paradas no distrito. Há, ainda, roteiros religiosos regionais que encerram experiências com um chá comunitário no próprio Cruzeiro de Roma.
Além da romaria, o cruzeiro serve para depósitos de ex-votos, no pagamento das promessas alcançadas. Peregrinos sobem o chapadão em grupos. A paisagem serrana e o sossego da área reforçam o sentido de retiro.
No quadro do patrimônio, o Cruzeiro de Roma aparece como edificação religiosa antiga e preservada, inscrito desde sempre como um dos monumentos cristãos mais significativos do estado.
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