O poema “A rude segunda-feira” de Sérgio Botelho faz um jogo irônico e lúdico com a personificação da segunda-feira, frequentemente malquista na cultura popular por marcar o fim do descanso do fim de semana e o retorno ao trabalho. “A rude segunda-feira” captura bem o sentimento popular em relação a este dia da semana, utilizando uma estrutura poética que reforça a ideia de ciclicidade e inevitabilidade, ao mesmo tempo que convida à reflexão sobre nossa relação com o trabalho e o tempo.
A rude segunda-feira
Sérgio Botelho
Dela se fala mal,
Ganhou fama de tranqueira.
Notoriamente malquista,
A rude segunda-feira.
Sucessora do domingo,
Um dia de brincadeira,
Tem muito apelo ao trabalho
A rude segunda-feira
Sem jeito de evitá-la,
Ela chega com certeza,
E o jeito é mesmo enfrentar
A rude segunda-feira
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