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“Quando escrevo um poema”. Hildeberto e a poesia com força de transformação pessoal

Sérgio Botelho – Em seus admiráveis Pensamentos Provisórios, que regularmente ele planta no Facebook, o poeta e escritor Hildeberto Barbosa Filho desta vez expressa a ideia de que a arte, e a poesia em particular, pode ser uma força poderosa para o autoconhecimento, a transformação pessoal, e a conexão mais profunda com os outros e com o mundo. Ele promove uma celebração da capacidade humana de encontrar significado, beleza e renovação na expressão criativa.

Quando escrevo um poema

Quando escrevo um poema, o mundo muda de cor. Quando escrevo um poema, a dor de cabeça passa, a má digestão já não me incomoda. Quando escrevo um poema, minha ansiedade diminui, minha irritação desaparece, minha angústia recua, minha tristeza só me dá conforto. A insônia se vai,  quando escrevo um poema. Quando escrevo um poema, suporto, com tolerância e paciência, as ninharias da vida doméstica, amo mais mulher e prole, bebo controlado, cuido melhor das coisas miúdas, convicto de sua grandeza e de sua divindade. Quando escrevo um poema, saio às ruas, intimamente feliz, cumprimento o próximo com empatia, procuro um boteco qualquer e me pago dois ou três tragos, só para comemorar. Quando escrevo um poema, parece que estou renascendo, como a Fênix grega, das cinzas ordinárias da rotina. Quando escrevo um poema, sou eu e não sou eu, sou muitos, sou todos, sou a humanidade, na livre e luminosa aventura das palavras. (Hildeberto Barbosa Filho)

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