PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Paisagem pessoense das antigas

Sérgio Botelho* – Interrompo a série de textos sobre o avanço urbano no setor da cidade nucleado pelo antigo Campo do Conselheiro Diogo Velho, em função de uma foto de 1906, que motiva o escrito de hoje.

A rua é a Duque de Caxias, vista mais imediatamente, na foto, no trecho conhecido então como Rua do Colégio, entre os atuais Ponto de Cem Reis e Praça João Pessoa. A Rua da Baixa, dito na legenda, ficava na sequência, entre o atual Ponto de Cem Reis e a Igreja da Misericórdia.

Em primeiro plano, à direita, vê-se nitidamente o gradil que cercava o passeio, na época Praça Comendador Felizardo, e que foi retirado pelo presidente João Pessoa, em 1928, e colocado no Cemitério Senhor da Boa Sentença, onde permanece.

Se a retirada do gradil foi uma providência positiva, já que representava limite discriminatório de acesso à praça, o mesmo não se pode dizer da demolição da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, do Século XVIII.

O antigo templo católico aparece na foto (o segundo prédio à esquerda) com toda a sua beleza histórica. O seu arruinamento também foi obra de João Pessoa, em nome de mais ventilação para o ex-Palácio do Governo, o primeiro prédio à esquerda, hoje Museu da História da Paraíba.

No lugar da igreja, foi implantado o jardim, que atualmente serve de mausoléu ao presidente que governou a Paraíba entre 1928 e 1830. Circulando, veem-se bondes de tração animal, em função na velha cidade da Parahyba até 1914.

Na etapa urbana mostrada pela foto, não havia uma abertura para a atual Rua Irineu Pinto, mais imediatamente chamada de Beco Malagrida, com sua escadaria.

Pelo que me parece existia apenas uma abertura, entre duas construções, de onde talvez tenha surgido a qualificação de beco, até hoje. Uma delas colada ao prédio do Colégio dos Jesuítas, o terceiro à esquerda, também famoso por sediar posteriormente a Faculdade de Direito.

Uma beleza de registro da João Pessoa de outros tempos!

*Sérgio Botelho é jornalista e escritor

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