Haverá um novo vírus pandêmico ou o mundo vai mudar?

Não há um segmento da sociedade livre do atual ataque virótico. A saúde pública, esta é a parte mais exposta por conta de sua fragilidade, no mundo inteiro. Mas também a economia, a educação, a cultura, o lazer, o turismo. Decerto, não há um só aspecto do real que não esteja comprometido por força da atual pandemia que varre a paz e a saúde mundiais.

Todos esses setores, no mundo inteiro, vão ter de cortar um dobrado, quando tudo isso acabar, para readquirir posições anteriores. O prejuízo é grande. Embora, pelo que tudo indica, a humanidade escapará. Com os nervos esfrangalhados, além de um profundo sentimento de perda generalizada, a vida na Terra continuará.

Poderoso ataque virótico

Na saúde pública, como se sabe, mais uma vez o mundo foi pego de surpresa diante do ataque virótico. Também agora, a exemplo de em diversas outras oportunidades que tivemos de enfrentar infortúnios, não estávamos preparados para revidar o inimigo.

No entanto, se fosse ataque nuclear ou de tropas rivais pelo ar, pela terra ou pelo mar,não haveria problemas. Todos os sistemas de defesa, da maioria dos países, estariam de prontidão. Isso quer dizer que para a guerra entre nós mesmos, estamos sempre prontos, para o ataque ou para a defesa. Lamentavelmente, o que não estamos – e nunca estivemos preparados – é para defender a humanidade como um todo.

O exemplo desse despreparo ocorre agora, com todo a agonia universal para contra-atacar um ser microscópico, como o coronavírus, como deve acontecer no caso de qualquer outra modalidade de vírus e epidemias em geral. Portanto, a confusão e as mortes são inevitáveis.

Dessa forma, a saúde pública mundial está naufragando pela potência de um vírus, tanto invisível a olho nu quanto extremamente forte, pelo seu poder de destruição. Isso ocorre exatamente pela tibieza do homem em edificar um sistema de defesa social capaz de defender a própria raça.

Ano passado, por exemplo, em meio à reforma da Previdência, o governo tentou incluir inativos nos gastos mínimos com a saúde e a educação. Caso a proposta houvesse sido aprovada, haveria ainda mais dificuldades, agora, para que o Estado brasileiro pudesse enfrentar o coronavírus.

Destruição

Então, avançando sobre a fragilidade dos sistemas de saúde, em escala internacional, o coronavírus vai destruindo as construções econômicas erguidas nos últimos tempos.

Os cálculos dos prejuízos previstos com a pandemia já passam da casa do trilhão de dólares. A perspectiva é de que a economia mundial demore para se reerguer.

Aliás, há, pelo mundo todo, fábricas paradas, comércios fechados, aviões no chão, ônibus nas garagens, trens estacionados, barcos ancorados. Pouca coisa funciona, e rende.

Enquanto isso, parcelas significativas da população mundial seguem trancadas em suas casas, à espera de notícias alvissareiras. As quais, pelo que parece, vão demorar.

Saúde pública à beira do colapso, economia travada e povo trancafiado, pior para a educação e a cultura. As escolas estão fechadas, as casas de arte e cultura, também.

Próximo ataque virótico

Quando tudo isso acabar, infelizmente, só nos resta aguardar pelo próximo ataque virótico. Que, se for de transmissão total pelos ares, pode ser o último para a humanidade. Se o atual preocupa por ser um link imprevisível, na visão dos cientistas, os próximos podem ter, além de imprevisíveis, outras particularidades ainda mais terríveis.

Ou então, que as Nações se unam por mudanças de parâmetro na concepção das políticas públicas internacionais, na direção do que seria melhor para bem estar humano. E não para egos políticos individualistas e exclusivamente nacionais.

Caso contrário, o fim da humanidade estará cada vez mais próxima do fim. E não será nem pelo fogo, nem pela água, e nem por qualquer tipo de bomba atômica. Bastará um ínfimo ser, desses, semelhante ao Covid-19, para extinguir o ser humano da Terra. Se dessa escaparemos, das próximas vai ficando difícil.

Quero crer, por tudo isso, que a humanidade vive, no momento, um ponto de inflexão, a partir do qual temos de mudar a pisada do bombo, na Terra. É a grande esperança que tenho. Apesar de Trump et caterva.

Sérgio Botêlho

 

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