Cloroquina e hidroxicloroquina: o que são e para que servem

Cloroquina e hidroxicloroquina são medicamentos que estão na ordem do dia. Principalmente porque o presidente Donald Trump, dos EUA, defende o remédio para combater o coronavírus. Igualmente, o presidente brasileiro, defende a posição.

Para ambos, cloroquina e hidroxicloroquina seriam a salvação para os infectados pelo coronavírus. No entanto, a ampla maioria dos médicos e das entidades médicas não têm o mesmo entusiasmo com relação às drogas.

Para que servem, originalmente, cloroquina e hidroxicloroquina?

Primeiramente, estabelecer o que são esses medicamentos. Ambos são medicamentos usados no combate à malária e derivam do quinino. A hidroxicloroquina deriva da cloroquina, com modificações na molécula.

Ambas são consideradas medicações seguras para tratamento da malária e de doenças auto-imunes como lúpus e artrite reumatoide. A hidroxicloroquina tem um perfil de toxicidade um pouco melhor do que a cloroquina.

Entre os efeitos mais adversos, os mais temidos são a toxicidade retiniana (com possibilidade de perda visual) e cardiovascular (podendo causar arritmias e problemas de coração), entre outros.

Covid-19

Por isso, os médicos e as entidades médicas alertam para o seu uso no tratamento da Covid-19. Dessa forma porque não existem evidências científicas da sua eficácia científica nesse tipo de tratamento.

De acordo com os médicos e as entidades médicas, o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina somente deve ser feita por recomendação médica, o que não vale para todos os casos de infecção pelo coronavírus. Outrossim, os estudos clínicos prosseguem em todo o mundo.

Embora tenha acesso fácil e custo “moderado”, a droga tem benefício clínico “pequeno ou negligenciável” e nível de evidências científicas “baixo” quanto à sua eficácia, apontam organizações científicas.

Portanto, essas organizações médicas recomendam que a cloroquina e a hidroxicloroquina não sejam usadas como tratamento de rotina da doença. Assinam o documento a Associação de Medicina Intensiva Brasileira, Sociedade Brasileira de Infectologia e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

Enquanto isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que continua fazendo testes com a cloroquina e que “precisa de tempo” para entender os reais efeitos do remédio. Segundo a entidade, os testes com a cloroquina precisam de tempo para que seja possível entender os reais efeitos do remédio.

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