Centro Histórico de Mamanguape: um dos retratos da história paraibana

O Centro Histórico de Mamanguape, dos mais importantes da Paraíba, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba

A povoação da região do município de Mamanguape, a partir da foz do rio do mesmo nome, remonta mesmo ao início das visitas estrangeiras ao litoral paraibano, mais precisamente franceses e portugueses, antes da conquista da Capitania em 1585.

Portanto, essas visitas acontecem ao longo do século XVI, e continuam mais intensamente após o início do Século XVII, com portugueses, espanhóis e holandeses, estes, especialmente após o domínio holandês entre 1630 e 1654.

Extensão

A cidade de Mamanguape originalmente alcançava um extenso espaço geográfico no litoral norte da capitania da Paraíba. Assim, Baía da Traição, Rio Tinto, Marcação e Mataraca, afora outros municípios para além do litoral, pertenciam a Mamanguape.

A cidade tem sua formação ligada fortemente aos portugueses e aos índios potiguaras, que forjaram o início da civilização naquela área do estado da Paraíba. Não, evidentemente, sem diversas disputas entre os dois lados, ao longo do tempo.

Essa composição humana inicial era ainda mais forte enquanto a sede da vila permanecia em Monte-Mor, hoje território indígena reconhecido pelos órgãos competentes, em área que se situa entre Rio Tinto e Marcação.

Vocação econômica

A vocação da Mamanguape para o plantio da cana de açúcar fez da cidade florescente polo de desenvolvimento, com destaque para o período situado entre 1850 e 1905, espaço de tempo em que se deu oficialmente a fundação da cidade, no ano de 1855.

Segundo relata a Wikipédia, “entre 1850 e 1905 Mamanguape possuía uma aristocracia rural muito promissora, ruas calçadas e iluminadas a lampião de azeite, comércio pujante de tecidos finos e mercadorias importadas, sobrados ornados com azulejos, famílias portuguesas e italianas e uma sociedade que se inspirava nos hábitos franceses”.

Hoje, o Centro Histórico de Mamanguape, um dos mais importantes da história da Paraíba, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep), o que aconteceu em maio de 2004. 

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