Superação depende de investimento em ciência, tecnologia e inovação

Superação da Covid-19 vai depender de investimentos em ciência, tecnologia e inovação, diz presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para Robson Braga de Andrade, “a resposta que daremos neste momento determinará o nosso futuro”.

As afirmações do dirigente empresarial foram expressas em reunião virtual da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI). Mais de 300 líderes empresariais, com atuação no Brasil, se reúnem no grupo. Decerto, a superação da crise do coronavírus vem se tornando um assunto recorrente em reuniões empresariais.

Tramitando no Congresso, há projeto de lei que transforma o Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia (FNDCT) em fundo financeiro. Mas também, veda o contingenciamento de recursos para ciência, tecnologia e inovação (CT&I). Membro da Frente Parlamentar Mista de Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação, o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) destacou a importância de aprovação da proposta. 

Outro projeto de lei destacado pelo senador foi o que altera a Lei do Bem. De acordo com a matéria, será permitido às empresas usar o benefício em anos subsequentes, mesmo quando houver prejuízo fiscal.  Certamente, providência importante no processo de superação a se instalar no país e no mundo na sequência da crise, dentro do que se convencionou chamar de novo normal.

“Essas propostas têm o objetivo de colocar a inovação cada vez mais como agenda estratégica de país. Em tempos de pandemia, essa necessidade urge”, defendeu o senador, que é presidente da frente parlamentar.

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Ministro

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, também reforçou a importância do descontingenciamento do FNDCT. De acordo com Pontes, a providência fortalece a capacidade inovadora do Brasil. 

“Fica clara a importância de se ter um fundo nacional de desenvolvimento científico e tecnológico que seja utilizado para seu devido fim. A liberação do FNDCT é algo que buscamos. É uma batalha que vamos ter de vencer juntos. Tendo foco e prioridades e um sistema para organizar, conectar o país, e tendo esses recursos, a gente pode mudar este país”, afirmou.  

Senado

O vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), destacou que a pandemia “abriu os olhos” da sociedade para a importância da inovação. Ele argumentou que uma reforma administrativa poderá tornar a gestão pública mais eficiente, permitindo ao Estado investir mais na área. 

“Temos uma das maiores economias do mundo, mas em termos de inovação ainda estamos muito atrás e temos um potencial enorme, porque temos um capital humano excelente”, avaliou. 

“O que infelizmente nós não temos é a vontade política que permita uma verdadeira revolução na ciência e tecnologia e que se faça uma reforma administrativa para que o Estado não atrapalhe, que possa colaborar, estimular a produção científica e as empresas tenham condições de inovar bem em um ambiente de segurança”, complementou.

Matéria completa no site da CNI.

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