Sobrepeso em crianças, baixo peso em nascituros, anemia em mulheres e obesidade em adultos contagiam o mundo

Cerca de 828 milhões de pessoas no mundo foram afetadas pela fome em 2021, enquanto sobrepeso e obesidade seguiram a mesma tendência

Segundo o novo Estado de Alimentação e Nutrição do Mundo (SOFI 2022) as tendências globais de prevalência e números absolutos indicam que o excesso de peso entre crianças menores de cinco anos, a anemia entre as mulheres e a obesidade entre os adultos estão aumentando.

Ao mesmo tempo, o relatório destaca que os índices de baixo peso ao nascer, o déficit de crescimento entre crianças menores de cinco anos e o aleitamento materno exclusivo têm melhorado constantemente desde 2000. 

Ainda assim, o documento afirma que esforços coordenados são necessários para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, uma vez que a múltipla carga da má nutrição só poderá ser enfrentada com investimentos contínuos nacionais.

Cerca de 828 milhões de pessoas foram afetadas pela fome em 2021, enquanto o número de pessoas afetadas pelo sobrepeso e pela obesidade seguiu a mesma tendência. 

O novo Estado de Alimentação e Nutrição do Mundo (SOFI 2022) pinta um quadro sombrio de segurança alimentar globalmente. Cerca de 828 milhões de pessoas foram afetadas pela fome em 2021, segundo o documento, enquanto o número de pessoas afetadas pelo sobrepeso e pela obesidade seguiu a mesma tendência. 

De acordo com o relatório, as tendências globais de prevalência e números absolutos indicam que o excesso de peso entre crianças menores de cinco anos, a anemia entre as mulheres e a obesidade entre os adultos estão aumentando, enquanto o baixo peso ao nascer, o déficit de crescimento entre crianças menores de cinco anos e o aleitamento materno exclusivo têm melhorado constantemente desde 2000. 

O relatório, publicado em 6 de julho, mostra ainda que bebês nascidos com menos de 2,5 kg têm aproximadamente 20 vezes mais chances de morrer do que aqueles com peso adequado ao nascer, e aqueles que sobrevivem enfrentam consequências de longo prazo, incluindo maior risco de desnutrição, diminuição do quociente de inteligência e maior probabilidade de desenvolver obesidade e diabetes como adultos. 

Crianças com sobrepeso ou obesidade enfrentam impactos imediatos e potencialmente de longo prazo para a saúde, incluindo um maior risco de doenças não transmissíveis mais tarde na vida. Globalmente, a prevalência de excesso de peso entre crianças menores de cinco anos aumentou ligeiramente de 5,4% (33,3 milhões) em 2000 para 5,7% (38,9 milhões) em 2020. Tendências crescentes são vistas em cerca de metade dos países em todo o mundo. 

O relatório é resultado de um trabalho conjunto entre a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Programa Mundial de Alimentos (WFP).

Futuro – Segundo o relatório, esforços coordenados são necessários para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. A múltipla carga da má nutrição (coexistência de subnutrição, sobrepeso e obesidade na mesma população) pode ser enfrentada se os investimentos contínuos nacionais forem colocados em prática. 

E esse é o principal objetivo do projeto Nutrir o Futuro, fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde, o Centro de Excelência Contra a Fome, a Agência Brasileira de Cooperação e o Ministério das Relações Exteriores.  

O Peru, um dos países parceiros do projeto, lançou recentemente “O custo da dupla carga da desnutrição: impacto social e econômico no Peru” com o objetivo de quantificar os efeitos econômicos gerados pela má nutrição infantil crônica e sobrepeso e obesidade no país. Estudos como o liderado pelo WFP no Peru destacam a importância do trabalho coordenado entre o governo, a sociedade civil, a academia e o setor privado em favor da promoção de ações que reduzam consideravelmente a má nutrição no país. 

Incentivar a alimentação adequada e saudável, reduzir o comportamento sedentário e a inatividade física, e ações voltadas à saúde das crianças requer a participação da sociedade como um todo. A obesidade infantil é evitável e merece a atenção de todos por meio de ações diversas, multidimensionais e intersetoriais.

Crédito da foto: CNBB

Edição do Para Onde Ir: Sérgio Botêlho, com informações da ONU

You may also like

Comente

Up ↑

%d bloggers like this: