Sanhauá: rio que é a própria história de João Pessoa

Na fundação da Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, em 1585, o rio Sanhauá teve papel geográfico e histórico fundamental

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Na fundação da Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, em 1585, o rio Sanhauá teve papel geográfico e histórico fundamental

Ainda hoje, a partir do Hotel Globo, no centro histórico de João Pessoa, a visão que se tem do rio Sanhauá é a mesma que teve o colonizador, se na mesma posição, entre as primeiras construções edificadas no início do processo de fundação da Paraíba.

Foi à beira do rio, que desemboca no Oceano Atlântico na atual cidade de Cabedelo, então, um dos pontos de defesa da Capitania da Paraíba, que foi erguida a nova cidade nordestina, nascida sob as bênçãos de Nossa Senhora.

Durante toda a história de edificação da atual João Pessoa, o rio Sanhauá foi rota de entrada da capitania, até o Porto do Capim, o primeiro ancoradouro de navios, na capitania, vindos principalmente de Portugal, país colonizador.

Ali, à beira do Porto do Capim, surgiram as primeiras construções, tendo sido por 350 anos a região comercial mais importante da capital, já que nela se situava a porta de entrada do estado. Era um lugar de encontro de marinheiros, troca de mercadorias e informações e onde se celebravam os eventos sociais da cidade.

Porto de Cabedelo

O contínuo processo de assoreamento do Porto do Capim, prejudicando o comércio marítimo paraibano, obrigou as autoridades a construírem o Porto de Cabedelo, na foz do Sanhauá.

No entanto, a inauguração somente aconteceu em 23 de janeiro de 1935, com o governo estadual explorando o novo porto de 7 de julho de 1931 até 28 de dezembro de 1978, quando a administração portuária foi transferida para a Empresa de Portos do Brasil S.A. (Portobras), criada pela 1975. Extinta essa empresa em 1990, a administração passou para a União.

Praia do Jacaré

É ainda à beira do Sanhauá, na Praia do Jacaré, que funciona um dos pontos estratégicos de parada de iates e embarcações internacionais em viagens pelo mundo, no mesmo local onde por alguns anos foi pista de pouso de hidroaviões que traziam correspondências à cidade.

Hoje, a Praia do Jacaré é palco diário de um grande evento que enfeita um dos pores do sol mais famosos do país, ao som do Bolero de Ravel.

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