Quem foi Rosa Luxemburgo, assassinada em 15 de janeiro de 1919

Se existe mulher bem à frente do seu tempo, como se costuma dizer, uma dessas foi Rosa Luxemburgo. Dessa forma, ela liderou em atos e formulação teórica o movimento operário alemão no início do Século XX.

Mais do que isso, Rosa Luxemburgo, nascida polonesa, serviu de inspiração à esquerda mundial, em sua época, e ainda hoje. Em 15 de dezembro de 1919 acabou fuzilada, aos 47 anos, pela milícia nacionalista alemã.

Breve biografia

Luxemburgo nasceu na cidade de Zamość, na Polônia, em 5 de março de 1871. Todavia, na época a Polônia era dominada pelo império russo. Então, ainda bem jovem, ela foi atraída pelas lutas estudantis.

Aos 19 anos teve de abandonar a Polônia se refugiando em Zurique, na Suíça. Aos 23 anos, em 1894, fundou o Partido Social Democrata da Polônia. Três anos depois, defendeu tese de Doutorado sob o título “O Desenvolvimento Industrial da Polônia”.

Assim, Rosa Luxemburgo iniciava sua trajetória como pensadora econômica e militante política. Primordialmente, como defensora da democracia e da paz como princípios básicos da revolução socialista.

Embates

Do alto de sua posição teórica, Rosa travou embates fortíssimos com figuras emblemáticas da esquerda mundial. Sobretudo, com líderes teóricos da Revolução Russa a exemplo de Lênin e Trotski. Mas também com o alemão Bernstein e o tcheco Kautski, este, importante teórico marxista.

Como Luxemburgo tinha posição claramente favorável à democracia no socialismo, ela combatia tenazmente a formação partidária bolchevique preconizada por Lênin e Trotski. Há quem, na esquerda, ainda hoje enxergue muita premonição no que dizia a polaca-alemã.

Greve de massas

Em meio ao debacle alemão na Primeira Guerra Mundial, Rosa Luxemburgo defendia a Greve de Massas como caminho para o socialismo. Sua posição contrária à guerra, a colocou em confronto com o SPD, o Partido Socialdemocrata Alemão, no poder.

Consta que para o seu assassinato não apenas concorreram as milícias nacionalistas, mas o próprio SPD. Surpreendentemente, o governo alemão socialdemocrata fechou os olhos à ação aberta e cruel com que ela foi morta.

Fontes:

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/11/cultura/1547209310_525215.html

https://www.ebiografia.com/rosa_luxemburgo/

Memórias

Portanto, Rosa Luxemburgo passa a fazer parte das Memórias do Para Onde Ir

(Sérgio Botêlho)

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