
Sérgio Botelho – Hoje vamos nos ocupar de um refrigerante que era produzido em João Pessoa, com muita aceitação, na época, funcionando bem perto do rio que nomeava a marca: o Guaraná Sanhauá. Foi contemporâneo de outro guaraná, também fabricado em João Pessoa, o Dore, cuja fábrica existia na Rua da Areia.
A fábrica do Sanhauá ficava entre as esquinas da avenida Três de Maio e rua Professora Analice Caldas, com a Rua da República, no Varadouro. Produzia, além do famoso guaraná, licores, sucos de frutas, água tônica e gasosa, vinho com quinina, e até um certo tipo de conhaque. Na condição de vizinhas, respectivamente, de frente e ao lado, havia as Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (onde se produzia óleo de mamona e de algodão), e a Prensa Abílio Dantas (prensagem de algodão).
A fábrica do Sanhauá ficava entre as esquinas da rua da República com a avenida Três de Maio, e com a rua Professora Analice Caldas, no Varadouro. Produzia, além do famoso guaraná, licores, sucos de frutas, água tônica e gasosa, vinho com quinina, e até um certo tipo de conhaque. Na condição de vizinhas, respectivamente, de frente e ao lado, havia as Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (onde se produzia óleo de mamona e de algodão), e a Prensa Abílio Dantas (prensagem de algodão).
Tudo isso surgiu em um período de crescimento econômico e modernização na cidade de Parahyba (atual João Pessoa), coincidente com o sucesso da cultura do algodão e com a chegada do paraibano Epitácio Pessoa à Presidência da República (1919-1922). Com o passar do tempo, a Vinícola Sanhauá enfrentou dificuldades econômicas e logísticas, resultando em seu encerramento na década de 1990.
Atualmente, o edifício que abrigava a Indústria Vinícola Sanhauá é considerado um patrimônio histórico, já que o prédio é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep) e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e faz parte do perímetro urbano de preservação rigorosa da cidade.
Há informações de que “o Governo do Estado vai construir 24 apartamentos no Condomínio Sanhauá, na antiga vinícola Sanhauá, onde também haverá um espaço comercial e um memorial do patrimônio industrial da Paraíba”, dentro de um projeto mais amplo que visa a preservação do Centro Histórico de João Pessoa.
Importante anotar que a parte da rua da República mais próxima do prédio é majoritariamente composta de residências. O mesmo ocorre com as ruas laterais Professora Analice Caldas e 3 de Maio. Bem perto funcionam o Terminal de Integração e a Estação Rodoviária de João Pessoa.
Portanto, se trata de um ponto do Centro Histórico bem amparado em termos urbanos, com gente vivendo regularmente na área. Item importante.
(Nas imagens, foto atual do prédio, além de tampa e rótulo da garrafa do guaraná Sanhauá).
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