17 de julho: dia de homenagear o curupira protetor das florestas

Florestas representam a biodiversidade, o regime de chuvas e a velocidade dos ventos. São os protetores das florestas entidades reais em defesa do futuro.

Em 1500, as florestas do Brasil enfeitavam o Litoral e a Amazônia. De tal magnitude era o cenário encontrado pelos portugueses, à época do descobrimento, que fizeram-nos produzir os relatos mais extasiados.

“Todo o Brasil é um jardim em frescura e bosque e não se vê em todo o ano árvores nem erva seca. Os arvoredos, de admirável altura, se vão às nuvens. Muitos dão bons frutos e o que lhes dá graça é que há neles muitos passarinhos de grande formosura e variedade. Os bosques são tão frescos que os lindos e artificiais de Portugal ficam muito abaixo”. 

Assim foi uma descrição feita pelo Padre José de Anchieta, sobre a natura brasileira, em sua “Informação da Província para Nosso Padre”, de 1585, conforme citada em matéria da Superinteressante. 

Destruição

A admiração dos registros, contudo, não impediu que nas décadas seguintes o extrativismo destruísse a Mata Atlântica. A economia mercantilista derrubou a esmagadora da composição florestal do litoral brasileiro no rumo da Europa e dos engenhos locais.

Dessa forma, sem falar na queima ignorante das matas. “O conservacionismo luso acabou por atuar no sentido contrário, isto é, incentivou os desmatamentos, na medida em que dificultou o aproveitamento comercial das madeiras pelos próprios fazendeiros, estimulando com isso a queima pura e simples das matas”.

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O relato é do livro Fruitless Trees, uma pioneira incursão de larga escala no tema da indústria madeireira colonial, por S. W. Miller. A citação está no trabalho “Notas para uma história da exploração madeireira na Mata Atlântica do sul-sudeste”, de Diogo de Carvalho Cabral; Susana Cesco, ambos da UFRJ.

Segundo cálculos a posteriori, a Mata Atlântica cobria 12% do território brasileiro. Originalmente, o bioma ocupava mais de 1,3 milhões de km² em 17 estados do território nacional, estendendo-se por grande parte da costa do país. 

Floresta Amazônica

Nos tempos presentes, a grande preocupação é com a Amazônia. Afinal, como não conseguiu dar conta da Mata Atlântica, pela voracidade dos seus exploradores, o Curupira pode não dar conta do que vêm tentando fazer com a Floresta Amazônica.

Neste 17 de julho de 2020, portanto, a homenagem é para os protetores das florestas. São elas extremamente importantes para a biodiversidade, o regime de chuvas e a velocidade dos ventos. E eles, os protetores, os mais diretamente ameaçados pela cobiça desmesurada, em função da qual acabam, muitas vezes, pagando com a própria vida.

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