Compra da Embraer tem desistência; economia pós-vírus na pauta

Compra da Embraer tem desistência; economia pós-vírus na pauta. Esses são destaques da grande mídia, neste domingo, 26 de abril de 2020

Compra da Embraer tem desistência; economia pós-vírus na pauta. Esses são destaques da grande mídia, neste domingo, 26 de abril de 2020, na seção DESTAQUES DA MÍDIA NA ECONOMIA, do Para Onde Ir.

🖋 Edição: Sérgio Botêlho

📃 Destaques:

O GLOBO

“Após 21 meses, Boeing cancela acordo de fusão com a Embraer. Americana afirma que exigências do negócio não foram cumpridas. Brasileira acusa fabricante do 737 Max de fazer alegações falsas para não fechar transação e pagar os US$ 4,2 bilhões prometidos. Fim da parceria pode acabar na Justiça”.

“Classe média revê gastos e prioridades. Crise obriga classe média a rever gastos, hábitos e prioridades. A paralisação de atividades econômicas causada pela pandemia afeta também as classes média e alta. A alternativa para pequenos empresários, profissionais liberais e assalariados que terão remuneração reduzida é reorganizar os orçamentos.”.

“Míriam Leitão: Persio Arida vê erros na economia. Ao fim da pandemia, o país terá um mar de desempregados e as dores da maior recessão da nossa história. Como enfrentar? Os dois caminhos que se colocam, o de Paulo Guedes e o dos militares, esboçado nos últimos dias, estão errados na opinião do economista Persio Arida. O dos militares, por ser uma velha proposta que nunca deu certo. O de Paulo Guedes, porque se baseia na premissa equivocada. ‘O erro é essa ideia de que basta conter o gasto público para o investimento privado crescer e o país se desenvolver.’”. 

“Pandemia abre oportunidades para start-ups de dados. Monitoramento de celulares durante a quarentena aumenta o interesse de empresas por esse tipo de informação. No esforço de conter a pandemia do coronavírus, dados de celulares têm sido rastreados em vários países, inclusive no Brasil, para checar se medidas de isolamento dos que podem ficar em casa estão sendo cumpridas pela maioria da população. A crise sanitária acabou abrindo oportunidades às empresas detentoras dessas tecnologias e chamou a atenção de gigantes como Google e Apple para o uso dos dados dos sistemas operacionais dos seus celulares.”. 

“Confinamento acelera mercado de apps ‘fitness’. Com a pandemia, cresce a procura por plataformas digitais com diferentes modalidades para manter a forma em casa”.

“Condomínios já registram aumento de inadimplência. Taxa de não pagamento ficou em 18% em abril, enquanto a média histórica era de 9%, segundo Secovi Rio”.

“Após 21 meses, Boeing cancela acordo de fusão com a Embraer. Americana afirma que exigências do negócio não foram cumpridas. Brasileira acusa fabricante do 737 Max de fazer alegações falsas para não fechar transação e pagar os US$ 4,2 bilhões prometidos. Fim da parceria pode acabar na Justiça”.

Logística aérea. “‘NÃO FAZER ESSA PARCERIA AGORA PODE ATÉ SER POSITIVO’. Thiago Nykiel, sócio da Infraway, consultoria de aviação civil, afirma que só a crise relacionada ao 737 Max já poderia levar a Boeing a repensar ou adiar o acordo com a Embraer. Os problemas com a aeronave, que era a mais vendida da companhia americana, levaram a Boeing a registrar prejuízo de US$ 636 milhões, o primeiro em 23 anos. Ele acredita que, na recuperação do setor de aviação pós-pandemia, os jatos regionais, nicho em que a Embraer é forte, serão os primeiros que voltarão a ser encomendados, o que favorecerá a fabricante brasileira.”. 

ESTADÃO

“Boeing desiste de comprar parte da Embraer. Fabricante brasileira diz que empresa americana produziu falsas alegações para romper negócio de US$ 4,2 bi fechado em 2018”.

“Ajuda. Anúncio chega em momento complicado para a Embraer, que poderá precisar de socorro do governo. O fim das negociações entre Boeing e Embraer vem no pior momento para a brasileira. Após investir R$ 485,5 milhões em 2019 no processo de separação do braço de aviação comercial – que iria para a Boeing –, a Embraer enfrenta um cenário de demanda fraca pela sua nova família de aviões, o E2, e ainda terá de encarar a crise causada pela pandemia da covid-19, que afundou o setor aéreo.”.

“RECEITA EXTERNA NA RETOMADA. Com ambientes mais ‘controláveis’ e alvo de menores restrições em função das medidas de isolamento social, setor industrial puxa retomada pós-quarentena usando protocolos já testados por outros países; especialistas cobram medidas de controle do governo. Indústrias como a catarinense Weg (foto) retomam as atividades com um menu de soluções para impedir a contaminação dos trabalhadores. Sem um protocolo federal, setor usa modelos adotados por outros países, mas especialistas cobram medidas de controle do governo.”. 

“Argentina deixa negociações do Mercosul. Justificativa do governo aos outros membros do grupo é que a crise da covid-19 impede o país de seguir com a abertura de seu mercado. A Argentina culpou a pandemia atual para se retirar das negociações de acordos comerciais do Mercosul. A decisão pode afetar tratativas avançadas com Canadá e Coreia do Sul.”. 

“Crise leva China a exercer agressiva ‘diplomacia sanitária’ e Ocidente reage. Após covid-19, embaixadas chinesas se preparam para globalização geopolítica e multiplicam atritos e propaganda do regime; política externa de Pequim provoca reação de adversários conservadores, como Trump, mas também de moderados, como Macron e Merkel”.

“Celso MIng: Problemas no transatlântico da economia se multiplicam, sem firmeza no comandante. Moro. Demissão gera incertezas. Nessa hora, de especial gravidade, não dá para separar política de economia. Do jeito como aconteceram na sexta-feira as demissões do então ministro Sérgio Moro e do diretorgeral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, abrem enorme espectro de incertezas na área política que acabarão por ser descarregadas sobre a área econômica. O impacto sobre o câmbio e sobre o mercado de ações dá uma ideia disso.”.

“Affonso Celso Pastore: Estadistas, populistas, e a pandemia. No início do ano, foi publicada uma excelente biografia de Frank Ramsey, um cientista ligado à Universidade de Cambridge, que em sua curta vida de apenas 27 anos deixou contribuições marcantes nos campos da filosofia, da matemática e da teoria econômica. Na economia, uma de suas contribuições foi uma modelagem matemática que permitiu responder à pergunta: ‘Quanto a sociedade deve poupar para favorecer as próximas gerações?’”.

“Gustavo Franco: Economia: 45 dias de corona. Com um mês e meio do início oficial da pandemia (a declaração da Organização Mundial da Saúde é de 11 de março), o estrago sobre a economia é imenso e, pior, não está completo.”. 

“Brasil pode tirar proveito de decisão. A decisão anunciada pela Argentina de se afastar do Mercosul nas futuras negociações de livre comércio do grupo pode ser uma “bênção disfarçada” para o Brasil, segundo a avaliação de um observador ouvido pelo Estadão/Broadcast sob condição de anonimato. O Brasil tem tentado uma maior flexibilização no Mercosul para permitir que os países do bloco possam buscar individualmente acordos com outros países, envolvendo inclusive tarifas e cotas, sem necessariamente negociar sob o chapéu do Mercosul, como ocorre hoje”. 

“Na internet, as mulheres também ganham menos. Disparidade de gênero. Pesquisa feita com mais de 2,8 mil produtores de conteúdo aponta que as influenciadoras mulheres ganham 20,8% a menos do que os homens no meio digital; áreas como finanças e saúde são exceção à regra, aponta estudo”.

“Coronavírus revela quais tecnologias são mesmo essenciais. Uma boa conexão. Apps de comunicação e entretenimento. PCs e smartphones resistentes. É só isso que precisamosJá se passaram semanas desde que o coronavírus parou nossas vidas. Fechados em casa, temos tempo para pensar em coisas importantes. A tecnologia de consumo está no fim da lista. Muitas das inovações dos últimos anos, como smartphones dobráveis, caixas de som conectadas e inteligentes ou redes ultrarrápidas, parecem supérfluas agora. Numa crise, a tecnologia se resume a alguns itens básicos. Recursos de computação para trabalhar e navegar. Ferramentas de comunicação para conversar com familiares, colegas e amigos. Entretenimento para não ficarmos malucos. E uma conexão de internet que nos permita fazer todas as coisas acima.”.

“Demanda por EAD ajuda a derrubar preconceitos. Plataformas de ensino a distância veem dobrar número de clientes e abrem oportunidades para novos negócios”.

“Vender, alugar ou investir durante a pandemia? Especialistas apontam riscos e vantagens em operações no mercado imobiliário durante a crise do coronavírus. A crise econômica resultante da pandemia do novo coronavírus acende diversos alertas no mercado imobiliário. A compra, a venda ou o aluguel precisam ser bem analisados, a depender da situação e do objetivo de cada um.”. 

FOLHA

“Guedes vive um pesadelo ao ouvir que Pró-Brasil é um Plano Marshall. Ministro da Economia honrou evento de lançamento do projeto com sua ausência. Paulo Guedes, o poderoso “posto Ipiranga” disse que seu projeto foi atingido por um “meteoro”. Tinha razão, mas depois do meteoro da Covid-19 veio o Pró-Brasil, uma fantasia de R$ 30 bilhões de investimentos que criaria um milhão de empregos e duraria dez anos. Guedes honrou o evento com sua ausência.”.

“Economistas temem populismo e agenda desenvolvimentista com governo Bolsonaro mais fraco. Crise política deflagrada pela saída de Moro sinaliza volta da instabilidade e piora cenário de retomada pós-pandemia”.

“Indústria brasileira pede proteção contra invasão externa. Pedido foi feito durante reunião com ministro da Economia, Paulo Guedes. Representantes da indústria veem a retomada econômica que começa a ser observada na China e em outros países como uma ameaça para a recuperação do Brasil após a pandemia do novo coronavírus. Temendo uma invasão de produtos estrangeiros no mercado brasileiro, entidades buscam ajuda do governo. ”. 

Logística viária. “Concessões de rodovias sofrem com recorde na queda do tráfego. Retração supera a vivida na greve dos caminhoneiros; setor espera que governo cubra perdas com pandemia. A crise econômica desencadeada pela pandemia do coronavírus já tem impactos no setor de concessões rodoviárias e demandará uma revisão de contratos, segundo especialistas do setor. O movimento das estradas concessionadas recuou em média 18,4% em março na medição do índice divulgado mensalmente pela ABCR (associação das concessionárias de rodovias) e da consultoria Tendências. O indicador exclui efeitos das variações sazonais.”. 

“Agenda liberal de Paulo Guedes foi a nocaute, diz economista keynesiano. Para Fábio Terra, tombo pode ser tão grande quanto o de 1929, mas a permanência da queda não será. O economista Fábio Terra, 35, tem acompanhado as medidas do governo federal para tentar amenizar os efeitos do coronavírus sobre o PIB com um certo sentimento pessoal de desforra. Presidente da Associação Keynesiana Brasileira (AKB), Terra, 35, e seus colegas dessa escola de pensamento, que prega a presença forte do Estado na economia, passaram grande parte da década na defensiva, acossados pela onda liberal.”.

 CORREIO BRAZILIENSE

“Reindustrialização de volta aos debates. A pandemia da Covid-19, provocada pelo novo coronavírus, está fazendo um estrago sem precedentes na economia global, que poderá registrar a maior recessão desde a Grande Depressão, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê retração de 3% na economia global e de 5,3% na do Brasil. E, no centro dessa crise, está a China, que foi a origem da pandemia da Covid-19, e nesse cenário turbulento provocado pelo novo coronavírus sem uma perspectiva de calmaria.

A dependência das economias pelos produtos chineses ficou mais evidente e as discussões sobre uma reindustrialização para que os países sejam menos dependentes da China ganharam força nos Estados Unidos e entre integrantes do governo.”.

📃 Editoriais do dia, com vieses econômicos:

“Ajuda condicionada. Socorro federal a estados deve ao menos exigir suspensão de reajustes salariais.” Editorial da Folha.

“A estabilidade da economia está em jogo na crise do presidente. A depender das concessões de Bolsonaro para sobreviver, o país voltará a viver a história de sempre. Somam-se às avarias políticas sofridas pelo presidente Bolsonaro com a saída de Sergio Moro do seu ministério os danos que podem ocorrer na economia. Mas se as primeiras recairão apenas sobre o presidente, família e grupo, equívocos cometidos na política econômica, determinados, por exemplo, pela busca de apoio no Congresso por um Bolsonaro enfraquecido, desabarão sobre a população, principalmente a parcela mais pobre, esmagada pela recessão que se inicia em decorrência da crise do coronavírus. Mas ninguém escapa do descontrole econômico..” Editorial do O Globo.

“Um mercado arrasado. Herança deste período de pandemia para o mercado de trabalho será dolorosa. A destruição de postos de trabalho e a corrosão da renda dos que conseguirem manter alguma ocupação remunerada durante a pandemia do novo coronavírus serão as mais devastadoras desde que algumas das principais instituições de pesquisa elaboram estatísticas confiáveis sobre o mercado de trabalho. E a herança desse período será também dolorosa: a superação da crise do emprego e da renda será lenta..” Editorial do Estadão.

📈 Bolsa de Valores

Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a sexta-feira, 17, em alta de 1,58%, a 78.990 pontos. O dólar terminou o dia em baixa de -0,32%, a R$ 5,24..

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