Central do Brasil e seu primeiro prêmio, o da National Board of Review

Sérgio Botêlho

No dia 09 de dezembro, outra vez em sua história, o cinema brasileiro ganhava reconhecimento internacional. Naquele dia, em 1998, o filme Central do Brasil, ganhou o National Board of Review, o primeiro de uma série de prêmios que ainda receberia.

Dessa forma, Central do Brasil, com a excepcional atriz Fernanda Montenegro, voltava a mostrar a força da arte nacional. Especialmente da chamada Sétima Arte, que tantas glórias já produziu para a cultura brasileira, desde a época do Cinema Novo.

National Board of Review

O National Board of Review é um prêmio internacional que se equipara ao Oscar quando se trata de falar em longevidade. O National Board of Review foi criado em 09 de janeiro de 1909, registrando, portanto, uma instituição com 110 anos de idade.

Dessa maneira, seria 20 anos mais velho que o Oscar, já que o primeiro Oscar foi entregue em 1929. Contudo, somente em 1932 foi concedido o primeiro prêmio da National Board of Review. Isto é, apenas 3 anos depois do primeiro Oscar. Concorrentes na idade, por conseguinte.

Para determinar os prêmios anuais da NBR, as cédulas são enviadas para mais de cem membros – entre cinéfilos experientes, acadêmicos, cineastas e estudantes da área metropolitana de Nova York.

Central do Brasil

O filme é uma produção franco-brasileira, do mesmo ano do prêmio, 1998, dirigido por  Walter Salles. O roteiro foi escrito por João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein, e estrelado por Fernanda Montenegro e Vinícius de Oliveira.

Na direção de fotografia, o premiadíssimo Walter Carvalho, irmão de outro cineasta paraibano da mais elevada categoria, Wladimir de Carvalho, professor da Universidade de Brasília. Uma equipe que não conseguira produzir outra coisa, senão um sucesso.

História

O filme conta uma história de elevado teor de humanismo. Uma senhora que escrevia cartas para gente analfabeta (Fernanda Montenegro) recebe uma criança (Vinícius de Oliveira) e sua mãe.

O pedido era de uma carta endereçada ao pai do garoto, que abandonou a família. Nesse ínterim, a mãe da criança é atropelada e morta. Assim, o destino une a escritora das cartas e a criança num enredo terno e cheio de ensinamentos sobre as pessoas e o Brasil.

Memória

Portanto, vale a pena relembrar, neste espaço de Memórias, do Para Onde Ir, o filme Central do Brasil, uma das grandes produções cinematográficas brasileiras, que trouxe ao país novas e importantes premiações na área da cultura.

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