Há 40 anos, Pelé era aclamado Campeão do Século, pela mídia mundial

Campeão do Século - PeléHá 40 anos o jornal francês L’Equipe publicava suplemento em letras garrafais e vermelhas: PELÉ CAMPEÃO DO SÉCULO. A edição daquele dia 12 de julho de 1980 registrava, então, para a história, a vitória do jogador brasileiro tricampeão mundial, Edson Arantes do Nascimento.

Mas votado como Atleta do Século em pesquisa feita pelo Paris Match, Pelé teve 178 pontos. Dessa forma, 9 a mais do que o atleta negro norte-americano Jesse Owens que deixou Hitler engasgado com uma vitória histórica, nos 100 metros rasos frente aos arianos considerados pelo líder nazistas com a raça suprema.

Da enquete participaram jornalistas das 20 mais consideradas publicações de esportes do mundo elegeram Pelé o atleta do século. O resultado da votação foi publicado, em sete páginas, pelo L”Equipe no dia 12 de julho de 1980. 

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Contudo, a entrega do prêmio foi feita apenas no ano seguinte, no dia 15 de maio, em Paris, pouco antes de um jogo Brasil e França, pelo jornalista Jacques Goddet, diretor do L”Equipe. Presente o embaixador do Brasil na França, Luís Gonzaga do Nascimento e Silva. 

O troféu, uma escultura representando um atleta de futebol com os braços erguidos, simboliza o triunfo desportivo. A descrição consta de texto do jornal Estadão datado de 11 de julho de 2010.

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Cerimônia

A cerimônia, segundo o Estadão, foi rápida e emocionante para Pelé. Ao dar a volta olímpica no Parc des Princes levantando o troféu, o jogador começou a chorar. Vestindo um terno bege, ouvindo aplausos e a torcida em coro gritando o seu nome, ele reviveu, por alguns momentos, as grandes emoções de sua carreira. 

Pouco antes de entrar em campo, e depois de ter cumprido um extenso e complicado programa de solenidades, ele passou rapidamente nos vestiários da seleção e recebeu do jogador Zico a promessa de que o gol número 500 seria marcado em sua homenagem.

Depois da partida em que o Brasil venceu a França por 3 a 1, o tumulto de repórteres, jornalistas e torcedores foi tão grande que ele não conseguiu dar entrevistas. Dessa maneira, em meio à confusão, apenas gritou a frase “Obrigado por tudo, eu adoro vocês”. 

Enfim, quase que carregado pelos agentes de segurança, ele deixou o estádio e seguiu para uma boate, onde foi concluído o programa de festividades pela entrega do troféu.

A imprensa internacional, especialmente os jornais esportivos de Paris, dedicou bastante espaço a Pelé, com muitos artigos elogiosos. E o brasileiro, de bom humor, chegou a declarar aos jornalistas estrangeiros: “Se pudesse votar, também teria escolhido Pelé”.

Carreira

Edson Arantes do Nascimento nasceu em Três Corações, Minas Gerais, no dia 23 de outubro de 1940. Jogou, principalmente, no Santos, por 18 anos, de 1956 a 1974. Pela seleção brasileira Pelé disputou 91 jogos, marcando 76 gols. 

Em 43 confrontos oficiais ele marcou 42 gols. Parou de jogar pela seleção em 1971, recusando-se a participar da Copa de 74, na Alemanha. Jogou nos Estados Unidos, no Cosmos até 1978. Jogando em companhia de Garrincha, na seleção brasileira, o escrete nacional nunca perdeu uma partida.

Dribles, passes e gols incríveis de Pelé

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