Aumento da temperatura dos oceanos, a ciência e a ignorância

Sérgio Botêlho

O aumento de temperatura dos oceanos vai se tornando um tema de alta dramaticidade para a vida na Terra. Nesse sentido, a revista científica “Advances in Atmospheric Sciences” publicou nessa segunda-feira, 13, estudo que reforça o fenômeno.

De acordo com as informações da acreditada publicação, nas seis últimas décadas, publicadas pelo UOL, a temperatura dos mares subiu 450%. Ao mesmo tempo, houve uma elevação de 46mm no nível médio dos oceanos.

Por analogia, como a temperatura dos mares continuará subindo, o nível das águas também acompanhará o ritmo. Antes de mais nada, pelo descongelamento de geleiras espalhadas em diversas regiões da Terra.

Amazônia

Dessa forma, aliado às queimadas criminosas na região, o aquecimento global, segundo os cientistas, pode fazer com que incêndios consigam destruir 16% do Sul da Amazônia, até 2050. Em resumo: liberação de mais dióxido de carbono na atmosfera e mais quentura.

Austrália

Direto da Austrália, o mundo tem acompanhado com grande apreensão as queimadas que vêm acontecendo naquele país. Porém, não necessariamente surpreso. Afinal de contas, os australianos e a opinião pública internacional já vinham sendo alertados sobre o perigo enfim concretizado.

O mundo científico lembra que, em 2007, portanto, há 12 anos, o 4º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) soltou o alerta diretamente dirigido à Austrália.

De acordo com as informações da época, teria de haver o aumento das ondas de calor, e por consequência, das elevadas chances de a Austrália arder no fogo. É bom lembrar que por causa desses estudos e dos alertas, o IPCC ganhou o Prêmio Nobel da Paz, na ocasião.

Ignorância

Lamentavelmente, há governos, incluindo o do Brasil, que vêm dando ouvidos aos negacionistas. Nesse caso, predominando a ignorância contra a ciência, o descomedimento contra a temperança.

A nós outros, somente resta protestar até ficar rouco. Isso, na esperança de que a ciência possa ser atendida em seus alertas. Se as emissões de gases estufas começaram a ser reduzidas, agora, muito tempo ainda haverá até a normalidade.

Senão, não há outra perspectiva a não ser o avanço inapelável dos mares, o fogo a consumir as florestas, e a água potável a desaparecer. Para gáudio de quem resolveu enfrentar a ciência com as armas da estupidez. Enfim, para a desgraça na vida na Terra.

1.700 árvores

A cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, programou para esta quarta-feira, 14.01.2020, o plantio de 1.700 árvores. Dessa forma, a prefeitura local quer proteger cursos d’água na urbe douradense. Se a moda pegasse pelo Brasil afora, como o meio ambiente agradeceria…

Terras indígenas

Está se reproduzindo a péssima mania de achar que terra de índio é de todo mundo. Porém, terra de índio não é terra de todo mundo. Terra de índio é terra de índio e pronto. Dessa forma é que o poder público sempre agiu em favor da preservação ambiental.

Terras indígenas II

O fato é que um engenheiro florestal achou por bem extrair árvores em terras indígenas. Juntamente com outros comparsas, faziam parte de uma quadrilha. Todavia, foram presos. E, agora, o STJ decidiu que continuarão presos. O meio ambiente agradece.

Greta/Federer

Por pressão da ativista ambiental Greta Thunberg, o quase bilionário tenista Roger Federer admite rever patrocínio. A jovem sueca reclama que o Credit Suisse que patrocina o suíço é parceiro de 40 empresas que produzem combustíveis fósseis.

Sustentabilidade

As empresas automobilísticas se preparam para a produção de veículos cada vez mais sustentáveis. Para a década de 30, deste século XXI, a Mercedez prevê redução de 40% da energia, 30% da água e 40% da geração de lixo em cada veículo produzido na Europa.

Sustentabilidade II

Até 2039 toda a frota, desde a fase de produção, será neutra em emissões de CO2. Para os carros elétricos, a empresa garante que irá produzir uma “bateria orgânica”, movida a água. Quem viver, vai poder checar as promessas.

 

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