PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Um prédio de muito valor memorial
Sérgio Botelho – Em pleno Centro Histórico de João Pessoa, um edifício de porte imponente e linhas clássicas chama a atenção não apenas pela sua beleza arquitetônica, mas também pela riqueza de histórias que abriga.
Pintado atualmente em um suave tom de rosa, com detalhes brancos nas janelas altas e bem alinhadas, ele se posta sobre uma base cinza sólida, cercado por belas palmeiras.
O calçamento de pedras irregulares ao seu redor reforça o charme de tempos passados, preservando a atmosfera de um espaço urbano onde a história se apresenta a cada esquina.
Esse prédio, integrante do conjunto arquitetônico franciscano mais que centenário, foi, no final do Século XIX, a residência de Dom Adauto, o primeiro bispo da Paraíba. Ao longo do Século XX, sua função foi se moldando a novos contextos, abrigando colégios confessionais como o Pio X e, depois, o Pio XII — instituições que marcaram gerações de paraibanos.
Um de seus grandes destaques é a localização privilegiada: de frente para o conjunto de prédios, originalmente, de atendimento necessidades católicas, onde hoje funciona a Academia de Letras da Paraíba. Esse diálogo entre fé, cultura e educação, tão presente na história local, encontra nesse cenário uma de suas expressões mais simbólicas.
Além disso, fica praticamente colado à histórica Igreja de Santo Antônio e ao Convento de Santo Antônio, construções que remontam aos períodos iniciais da vida urbana da atual cidade de João Pessoa, e exemplo arquitetônico considerado de relevância para a história colonial brasileira.
Mais do que um belo exemplar da arquitetura urbana, a construção é um marco afetivo e cultural. Sua preservação é essencial não apenas por seu valor estético, mas pela função que cumpre na paisagem da memória coletiva — como mais um ponto de encontro entre o passado e o presente da vetusta cidade de João Pessoa.
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