Festa de São Miguel: momento indígena inesquecível em Baía da Traição

São Miguel é padroeiro dos índios potiguaras, de Baía da Traição e, portanto, principal patrono das aldeias do Litoral Norte

São Miguel é padroeiro dos índios potiguaras, de Baía da Traição e, portanto, principal patrono das aldeias do Litoral Norte

Festa de São Miguel
Homenagem a São Miguel, em Baía da Traição, em frente às ruínas da igreja. Youtube.

A presença da religião católica entre os indígenas brasileiros remonta da conquista da terra brasílis pelos portugueses. Com os conquistadores vieram o cristianismo e seus santos que logo foram transformados em instrumentos de dominação sobre os índios que habitavam as novas terras conquistadas.

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E acabou dando certo para os objetivos dos portugueses. Paulatinamente, à medida que as igrejas foram sendo construídas, e a nova doutrina ensinada, os índios foram assimilando os valores cristãos. Mesmo que não abandonassem totalmente as crenças ensinadas pelos antepassados.

Assim, unindo valores espirituais milenares aos dos cristãos, os indígenas, vencidos pelo maior poderio bélico dos portugueses, terminaram reduzidos em limitadas faixas de terra, sob as bênçãos do cristianismo.

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Potiguaras

Não foi diferente o que aconteceu nas terras paraibanas. Após a conquista definitiva da Capitania da Paraíba, em 1585, a resistência dos potiguaras, antigos proprietários, foram minguando até serem reunidos em aldeias espalhadas pelos atuais municípios de Baía da Traição, Rio Tinto e Marcação, principalmente.

Dessa forma, a maioria das aldeias indígenas desses municípios tem santo padroeiro próprio, festejado cada um em sua data, com grande contentamento. É quando os índios festejam a vida e agradecem vitórias alcançadas na luta pela preservação das reservas, sempre ameaçadas por empresas e fazendas situadas na região.

São Miguel

Apesar do grande número de padroeiros, o mais festejado deles é São Miguel Arcanjo, tido como protetor de todos os potiguaras, e da própria Baía da Traição. Então, famílias indígenas e não indígenas da região se locomovem até a Aldeia de São Miguel, para as festas profanas e o novenário, entre os dias 20 e 29 de setembro. A festa acontece desde 1703.  

Tida como a mais antiga das capelas erguidas nos atuais territórios indígenas da Paraíba, com data de 1762, a Igreja de São Miguel, tombada pelo patrimônio histórico, está em ruínas. No entanto, os índios conseguiram recuperar boa parte do mobiliário e utensílios da igreja original, erguendo, então, uma nova igrejinha, dando continuidade às homenagens.

Então, o visitante tem a oportunidade de conviver com os descendentes potiguaras e seus costumes e, ainda, visitar locais de impressionante beleza e significação histórica, como também de fruir de rios e ambientes naturais preservados. Afora as praias de Baía da Traição, onde fica a aldeia de São Miguel.

Uma viagem inesquecível.

316ª Festa de São Miguel – Baía da Traição

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