
𝖲𝖾́𝗋𝗀𝗂𝗈 𝖡𝗈𝗍𝖾𝗅𝗁𝗈 – O prédio da foto, na bela Avenida João Machado, abriga o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba-Iphaep, encarregado de proteger a riqueza patrimonial paraibana.
Sua construção está para sempre ligada a uma das figuras intelectuais e políticas paraibanas que mais brilharam nas primeiras décadas do Século XX, e que faleceu em 20 de dezembro de 1935, no Recife.
Tanto era importante que, em matéria de capa de sua edição de 21 de dezembro de 1935, sob o título “Um Parahybano ilustre que desaparece”, o jornal A União lhe presta a devida reverência.
Apesar de haver nascido em Alagoinha, Rodrigues de Carvalho passou a infância e parte da juventude em Mamanguape, o que lhe fez amigo de Castro Pinto, Eliseu César e Carlos Dias Fernandes.
Tanto assim, que durante o governo Castro Pinto (1912-1915) exerceu a elevada função de secretário geral, com registros de atuação, ainda, para além das fronteiras da Paraíba.
“Grande parte de sua vida foi dedicada ao cultivo das letras jurídicas, chegando a atuar em vários estados, a começar do Ceará, Parahyba, capital da República e Recife”, realçou A União.
Sua produção poética, reproduzida nos livros Coração, Prismas, Poema de Maio e Cancioneiros do Norte, é reconhecida até hoje. No campo jurídico escreveu Da Tentativa, Cheque Visado, Liberdade de Imprensa e Do Recurso Extraordinário.
Sobre Cancioneiros do Norte, sua obra mais considerada, ele vai além da poesia e, ao lado de Aspectos da Influência Africana na Formação Social do Brasil, aborda o folclore e a formação étnica brasileira.
Na Paraíba, Rodrigues de Carvalho é lembrado em ruas de João Pessoa, Cabedelo e Guarabira, nomeia escolas e bibliotecas e é um dos patronos da Academia Paraibana de Letras.
(𝗛𝗼𝗷𝗲, 𝘀𝗮́𝗯𝗮𝗱𝗼, 𝗲́ 𝗱𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗛𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗲 𝗘𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗱𝗮 𝗣𝗮𝗿𝗮𝗶́𝗯𝗮, 𝗻𝗮 𝗥𝗮́𝗱𝗶𝗼 𝗧𝗮𝗯𝗮𝗷𝗮𝗿𝗮, 𝗮 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗶𝗿 𝗱𝗼 𝗺𝗲𝗶𝗼-𝗱𝗶𝗮)
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