6 de março de 1817: Recife é ocupada e tem início a Revolução de 1817

Militares, comerciantes e clérigos tomam a capital pernambucana e iniciam a Revolução de 1817, de cunho liberal, republicano e independentista

Militares, comerciantes e clérigos tomam a capital pernambucana e iniciam a Revolução de 1817, de cunho liberal, republicano e independentista

Revolução de 1817
Bandeira da República proclamada pelos revolucionários. As 3 estrelas representavam Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Inspirou a atual bandeira pernambucana
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Sérgio Botêlho – Um dos capítulos mais significativos da luta pela independência do Brasil, a Revolução de 1817, ocorrida 5 anos antes da Proclamação da Independência, foi também a mais sangrentamente reprimida pela Coroa Portuguesa.

Também ficou conhecida como Revolução Pernambucana (mas, com ativa participação de Paraíba e Rio Grande do Norte) e, ainda, Revolução dos Padres, pela força da participação da Igreja, com destaque para o Frei Caneca (Joaquim da Silva Rabelo, depois Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo) – um dos mártires da Confederação do Equador, de 1824, que pretendia separar Pernambuco e o Nordeste do Brasil, e estabelecer a República – e o padre João Ribeiro, que suicidou-se com a derrota do movimento de 1817. 

Os revolucionários chegaram a proclamar a República, após estabelecerem um governo provisório, além de convocarem uma Assembleia Constituinte, onde foi estabelecida a separação entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

No plano religioso, o catolicismo foi mantido como religião oficial, porém com liberdade de culto. Além disso, foi proclamada a liberdade de imprensa (uma grande novidade no Brasil), tendo sido abolidos alguns impostos. A escravidão, entretanto, foi mantida.

Repressão

A repressão da Coroa Portuguesa, com D. João VI instalado no Rio de Janeiro, foi violentíssima, com o objetivo de desestimular qualquer nova rebelião do tipo, punição que contou com a ajuda dos governos da Bahia e do Ceará, e a participação de comerciantes portugueses e proprietários rurais pernambucanos.

Dezenas de revoltosos foram presos e fuzilados. O padre João Ribeiro, que havia se suicidado, teve seu corpo desenterrado e esquartejado, com sua cabeça exposta publicamente. 

Os corpos de outros revoltosos também tiveram o mesmo destino, inclusive o de Peregrino de Carvalho, exposto na Parahyba, capital do estado homônimo. Estava terminado mais um capítulo nativista da história brasileira.

Fontes: 

Revolução Pernambucana

Revolução Pernambucana: a luta, a repressão e o fim do movimento

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