Rachel de Queiroz, primeira mulher na Academia Brasileira de Letras

Primeira mulher na Academia Brasileira de Letras, a escritora cearense Rachel de Queiroz nasceu em 17 de novembro de 1910.

Primeira mulher na Academia Brasileira de Letras, a escritora cearense Rachel de Queiroz nasceu em 17 de novembro de 1910. Durante sua existência, escreveu O Quinze, Memorial de Maria Moura, Dôra, Doralina e As Três Marias entre outras obras da literatura brasileira.

O nome completo de Rachel de Queiroz seria, segundo texto da Academia Brasileira de Letras, Raquel de Queirós. Assim batizada como filha do casal Daniel de Queirós e Clotilde Franklin de Queirós. Enquanto, pelo lado da mãe, descendia do escritor cearense José de Alencar.

Breve biografia

Nos primeiros anos de vida, com efeito, Rachel seguiu trilha semelhante à de outros nordestinos. Assim, para fugir da seca, seus pais deram primeiro com o Rio de Janeiro. Porém, na sequência, foram residir em Belém do Pará. Para, enfim, retornarem a Fortaleza.

Na capital cearense, então, a futura escritora concluiu o primário e a Escola Normal, tornando-se, assim, professora, aos 15 anos de idade. Aliás, era praticamente esse o destino das mulheres que estudavam, à época.

Rachel de Queiroz cônjuge

Rachel de Queiroz foi casada em primeiras núpcias com José Auto da Cruz Oliveira, isto, entre 1932 e 1939, quando separou-se. Seu primeiro marido era um poeta bissexto, isto é, poetas que somente fazem poesia de vez em quando.

Em 1940, já no Rio de Janeiro, conheceu então Oyama de Macedo, com quem viveu até 1982, quando ele, Oyama, faleceu. A saber, o seu marido por 42 anos era médico.

Rachel de Queiroz e a ditadura

Rachel de Queiroz, que tinha parentesco com o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, apoiou o Golpe de 1964. Nesse sentido, uma posição que, segundo entrevistas posteriores concedidas pela escritora, ela nunca se arrependeu.

Antes disso, porém, na década de 30, foi filiada ao Partido Comunista do Brasil. Por outro lado, residindo em Maceió, ainda em seu primeiro casamento, foi amiga do alagoano Graciliano Ramos e do paraibano José Lins do Rego.

Assim, quando do advento do Estado Novo, em 1937, Rachel de Queiroz foi presa, tendo os seus livros incinerados. Para o regime varguista, então, Rachel de Queiroz era tida como subversiva, daí a perseguição.

Obras completas de Rachel de Queiroz

Afora os romances e obras infantis, a escritora cearense produziu milhares de crônicas, quase a totalidade delas, no Rio de Janeiro. Considerando-se mais jornalista que escritora, conseguiu que suas crônicas ocupassem as páginas do Correio da Manhã, do O Jornal, do Diário da Tarde e, principalmente, da revista O Cruzeiro, onde escreveu por 30 anos, na última página.

Enfim, na ordem cronológica, segundo a Academia Brasileira de Letras, são as seguintes as obras de Rachel de Queiroz:

O Quinze. 1930.

João Miguel, 1932.

Caminho de pedras, 1937.

As três Marias, 1939.

A donzela e a Moura Torta, 1948.

Lampião (peça dramática em cinco atos), 1953.

A Beata Maria do Egito (peça em três atos e quatro quadros), 1958.

100 crônicas escolhidas, 1958.

O brasileiro perplexo, 1963.

O caçador de tatu, 1967.

O menino mágico. 1967.

Dora, Doralina, 1975.

As menininhas e outras crônicas, 1976.

O jogador de sinuca e mais historinhas, 1980.

O galo de ouro, 1985.

Cafute e Pena-de-Prata (com ilustrações de Ziraldo), 1986.

Memorial de Maria Moura, 1992.

As terras ásperas, 1993.

Teatro, 1995.

Tantos anos (com Maria José de Queiroz), 1998.

Morte

Rachel de Queiroz morreu aos 92 anos, em seu apartamento no Leblon, na cidade do Rio de Janeiro, em 04 de novembro de 2003, bem próxima de completar 93 anos. Foi velada na Academia Brasileira de Letras e sepultada do Cemitério São João Baptista, em Botafogo, na capital fluminense.

Memória

Rachel de Queiroz é, portanto, mais um capítulo das memórias de cada dia do Para Onde Ir.

(Sérgio Botêlho)

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