Sérgio Botêlho – A união entre PT e PSB, agora ainda mais próxima depois da indicação, pelos socialistas, do ex-governador Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente da República, na chapa encabeçada pelo ex-presidente Lula, tem efeito, evidentemente, em todo o território nacional.
Antes de tudo, a chapa impõe efetivamente uma aliança para valer entre as duas siglas, ou seja onde houver candidaturas na cabeça de chapa, seja do PT ou do PSB, ou mesmo enfrentamento entre elas, como é o caso da Paraíba, a coligação vai ter efeito.
No caso da Paraíba é ainda mais notório o alcance da aliança desde que sabemos existir, mesmo no interior do PT, uma porção de cabeças coroadas e quadros históricos da legenda de Lula que já abertamente defende a candidatura à reeleição de João Azevedo.
Ainda mais importante do que a simpatia entre militantes históricos do PT e a candidatura do PSB, no estado, é possível imaginar que a coordenação da campanha Lula não esteja tão disposta, como desejam alguns, a embirrar com a candidatura de João Azevedo.
Neste ano de 2022, mais do que em qualquer outro ano eleitoral, vai valer como prioridade ao PT e aliados a disputa nacional com o atual presidente Jair Bolsonaro. Desse jeito, nos estados, interessa muito o chamado caminho de mão dupla entre Lula e os postulantes aos governos locais.
Por conseguinte, além de emprestar seu prestígio às disputas estaduais, o candidato Lula também tem interesse em conseguir votos em troco daqueles que ele for pedir para seus apoiadores. Nesse particular, deve valer muito para Lula a atual posição de Azevedo como líder das intenções de votos dos eleitores paraibanos.
Por falar na aliança Lula-Alckmin, importante destacar também a fala do presidente do PSB, Carlos Siqueira, chamando a atenção para o objetivo central da aliança, qual seja a de lutar pela democracia e contra as claras tendências pró autoritarismo do atual governo federal.
Com efeito, a coligação em torno de Lula e Alckmin deve ter efetivamente, segundo os socialistas, mais do que qualquer caracterização de direita ou de esquerda, apregoar, aos quatro cantos do país, a importância da democracia para o presente e para o futuro do Brasil.
Nesse particular, Lula não se fez de rogado, e respondeu diretamente olho no olho a Alckmin: “Importante o PSB saber que na hora que for selada a definição do Alckmin de vice, vocês vão participar da elaboração do programa de governo, vão participar da combinação da montagem do governo e, antes disso, vamos ter que combinar como ganhar essas eleições”.
Portanto, será uma campanha a quatro mãos, entre Lula e Alckmin, e a inúmeras mãos, entre os dois partidos e demais aliados, onde não cabe deixar nenhum postulante de uma ou de outra legenda que compõe a aliança vendo a airosa banda da democracia passar por longe de seus palanques.
O objetivo do comando da campanha, e claramente, de Lula e Alckmin, é vencer a parada no primeiro turno. Um objetivo que implica em não debochar de voto nenhum em nenhum canto do país.
Padrinho
Lula está anunciando o casamento com a noiva Janja, com direito a pompas e circunstâncias, agora em maio. Para ir além das meras formalidades políticas, Lula já convidou Alckmin para padrinho de casamento. Se já houve alguma rusga anterior, entre eles, Lula está cuidando de desmanchar.
APL
De parabéns o novo imortal paraibano, Rui Leitão, pela sua vitória para membro da Associação Paraibana de Letras. Ganham um e outro, a instituição e o escolhido. Convém destacar o compromisso democrático de Rui, na política brasileira e paraibana, viés importante nesse momento tão delicado da vida nacional.
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