Pôr do Sol Literário, Virgínius da Gama e Melo, Elisabeth Marinheiro e Campina Grande

Sérgio Botelho – Toda última quinta-feira do mês, desde 2013, há sessão do projeto Pôr do Sol Literário, na Academia Paraibana de Letras, sempre às 17 horas. É uma invenção bem-sucedida do jornalista e acadêmico Helder Moura, da escritora Ana Paula Cavalcanti Ramalho e, in memoriam, do saudoso Juca Pontes, uma espécie de mago imortalizado no universo cultural pessoense.

Como sempre, há apresentação musical, a cargo de músico da constelação própria estadual, além de lançamentos e feira de livros, e homenagens intelectuais. O músico de hoje, Danillo Wagner, é compositor e cantor nascido em Mamanguape, que brilha no campo musical pessoense. A homenagem intelectual tem como alvo a icônica escritora e professora campinense, a acadêmica Elizabeth Marinheiro, uma lenda viva do espectro literário e educacional paraibano. A tarefa está a cargo do professor de Letras da UFCG, o acadêmico José Mário da Silva Branco.

Há também dois livros a serem lançados. O primeiro é uma história em quadrinhos sobre Campina Grande, de autoria de Bruno Gaudêncio, publicada pela Tamarindo, iniciativa da Livraria do Luiz, que vem ganhando espaço entre as editoras da cidade. O outro é mais uma obra da notável professora-doutora, escritora e acadêmica Neide Medeiros.

A obra versa sobre um assunto que Neide domina perfeitamente: a vida e a obra do também professor, acadêmico, escritor, crítico literário e saudoso boêmio das noites pessoenses que não voltam mais, chamado Virgínius da Gama e Melo (por sinal, primo da homenageada da noite, Elizabeth Marinheiro). Oportuno informar que amanhã, sexta-feira, 1º de agosto, Neide volta a tratar da matéria em evento na Fundação Casa de José Américo, na Praia de Cabo Branco, a partir das 9 horas da manhã.

Em entrevista publicada nesta quinta-feira, 31, no jornal A União, Neide adianta que pretende destacar uma conferência que Virgínius pronunciou em Campina Grande, em 1974, por ocasião dos 110 anos de emancipação da cidade. A família materna de Virgínius era formada pelos Figueiredos, da Rainha da Borborema.

Em 2022, em meio às comemorações pelo centenário de nascimento do aclamado Menestrel, como Virgínius também era reconhecido, Neide escreveu artigo-ensaio em A União sobre o livro O alexandrino Olavo Bilac, de Virgínius. Após as observações literárias que faz, conclama, de forma pertinente, a uma releitura de sua obra.

Hoje, a Academia Paraibana de Letras e, amanhã, a Fundação Casa de José Américo aparecem como duas boas oportunidades para essa revisita a Virgínius Figueiredo da Gama e Melo.

 

(Na foto, a professora e acadêmica Neide Medeiros, uma das palestrantes do Por do Sol Literário, hoje).

 


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