⏳ PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O Largo do Carmo

Sérgio Botelho – Na condição de um dos espaços que mais guardam memórias da cidade de João Pessoa, a praça Dom Adauto mantém traços importantes de sua trajetória histórica. Suas construções mais antigas, ainda em pé, são a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a Igreja de Santa Tereza de Jesus e a Casa de Oração de São José, onde funcionou, por muito tempo, a obra social de Padre José Coutinho.

O que era o Convento Carmelita, sofreu reforma, para se transformar não apenas na residência oficial do primeiro bispo e, também, primeiro arcebispo da Paraíba, Dom Adauto de Miranda Henriques, mas ainda endereço administrativo da Cúria Paraibana.

Desde que foi sagrado bispo, em 1894, que Dom Adauto havia morado em endereços transitórios. Primeiro, na antiga residência do Barão do Abiahy, na esquina das atuais Rua das Trincheiras e Praça Venâncio Neiva (no espaço onde hoje existe o prédio da Delegacia do Trabalho, de frente para a esquina que depois seria ocupada para a, atualmente, antiga Academia de Comércio Epitácio Pessoa).

Na sequência, passou a residir em prédio colado ao grande terreno do conjunto franciscano, ali bem próximo da praça, que depois sediaria, pela ordem, o Colégio Diocesano Pio X e o Colégio Arquidiocesano Pio XII. Para ser mais preciso, uma construção que fica de frente para o prédio que atualmente serve de endereço para a Academia Paraibana de Letras.

O resultado da reforma no antigo Convento Carmelita, o Palácio do Bispo, foi um edifício com fachada neoclássica, de linhas arquitetônicas que contrastam com o conjunto já citado, composto pela Igreja de Nossa Senhora do Carmo, da Igreja de Santa Teresa de Jesus e da Casa de Oração de São José.

O conjunto carmelita começou a ser construído ainda no Século XVI, embora somente tenha sido concluído no Século XVIII. No decorrer desse tempo, foi Largo do Carmo, Praça Conselheiro Henriques e, enfim, Praça Dom Adauto, em homenagem àquele primeiro bispo paraibano. Mas também é conhecida como Praça do Bispo.

Além dos prédios carmelitas, a Praça Dom Adauto exibe, ainda, o icônico Casarão dos Azulejos, na esquina com a rua Conselheiro Henriques, e o prédio que serviu ao jornal católico, A Imprensa, de largo prestígio na primeira parte do Século XX.


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