
De estilo lírico, no conteúdo, e rigoroso perfeccionismo no enquadramento de versos e estrofes, parnasiano que era, Olavo, autor do belo e marcante poema Ouvir Estrelas, marcou a poesia brasileira para todo o sempre, no que pese as fortes críticas, na sequência temporal, assacadas pelos modernistas contra o parnasianismo. Apesar de ter sido o principal defensor do serviço militar obrigatório, em seu tempo, posição fortalecida por conta de sua elevada popularidade, inspirando a criação da Liga da Defesa Nacional, de ideário patriótico, também o foi da Liga Nacionalista, a pregar o fortalecimento do voto e da democracia (“Nunca fui, não sou, nem serei um militarista”, dizia ele).
Bilac é o autor do Hino à Bandeira e patrono do Serviço Militar Obrigatório, assim nomeado após a morte. Mas também é forte referência para os estudantes de Direito da Universidade de São Paulo que, em sua homenagem, mantêm, no Largo de São Francisco, uma maldita, pelos conservadores, estátua de um homem e uma mulher, nus, num Beijo Eterno, em homenagem a um poema dele com o mesmo nome, que iniciava assim: “Quero um beijo sem fim, que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo! Ferve-me o sangue. Acalma-o com teu beijo, beija-me assim!”
Portanto, a rua reflete a presença de tempos e ideias distintas, onde o passado literário brasileiro e o desenvolvimento pessoense se encontram, enriquecendo cultural e historicamente a urbe pessoense.
Nas imagens, a localização, no Google Maps, e uma foto da rua Olavo Bilac.
