PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. 70 anos da Universidade da Paraíba

Sérgio Botelho – Neste 2 de dezembro de 2025, a Paraíba comemora a criação de sua primeira universidade. Isso aconteceu no governo José Américo de Almeida, que sancionou neste dia a Lei Estadual 1.366.
Naquele momento, havia 11 escolas isoladas de ensino superior no estado, sendo pioneira a Escola de Agronomia do Nordeste, em Areia, criada em 1934. As demais passaram a existir a partir de 1947, após o fim do Estado Novo.
Entre 1955 e 1956, quem assumiu o cargo de Reitor, se tornando, portanto, o primeiro, foi o educador Durmeval Bartolomeu Trigueiro Mendes, encarregado de organizar a instituição.
Entre 1956 e 1957, o cargo passa a ser exercido por José Américo de Almeida, que concluiu seu mandato como governador. No período, o governo federal equipara a instituição paraibana a uma universidade estadual.
Aproveitando a oportunidade, convém lembrar um pouco da figura histórica de Durmeval Trigueiro, nascido em Cuiabá nos idos de 1927, mas estudou o primário em Campina Grande e o ginásio no Seminário Arquidiocesano em João Pessoa.
Após concluir os cursos de Letras Clássicas e, na sequência, o de Direito, no Recife, assumiu a cadeira de Sociologia da Educação na Faculdade de Filosofia da Paraíba, já em 1952.
Durmeval Trigueiro foi, para além de sua importância na criação da Universidade da Paraíba, atual Universidade Federal da Paraíba, um filósofo de grande influência na educação brasileira.
Segundo registra a UFRJ, em 1958, Durmeval transferiu-se para o Rio de Janeiro a convite de Anísio Teixeira, então diretor do INEP, quando assumiu a supervisão da Campanha de Educação Complementar, visando ampliar a escolaridade primária.
Em 18 de março de 1964 foi nomeado para o Conselho Federal de Educação com mandato de seis anos, abreviado pela força do Ato Institucional editado em 31 de agosto de 1969, pelo governo Costa e Silva.
Durmeval Trigueiro é Doutor Honoris Causa da UFPB e nomeia uma escola municipal no Varjão. Também dá nome à biblioteca da Fundação Casa de José Américo, no bairro do Cabo Branco.


Discover more from Parahyba e Suas Histórias

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Comente