Tem ganhos econômicos ao Brasil, e mais: Bolsa e dólar; com vacina, despencam casos de Covid em cidade paulista
🖋 Edição: _Sérgio Botêlho_
*ECONOMIA DO TURISMO*, Ano II, Nº 171 de 10.06.2021
Combate a desmatamento pode gerar ganhos econômicos ao Brasil
O desmatamento é a solução tradicional para a expansão da produção agropecuária. Esse é um dos motivos pelos quais as políticas
de controle são combatidas por alguns setores, que alegam prejuízos gerados pela manutenção da floresta. O argumento do outro
lado, que já tem lastro consistente em pesquisas e experiências diversas, é o de que é possível aumentar a produção sem destruir as
florestas. Pesquisadores do Cedeplar, o Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG, acabam de dar novos
números a essa convicção.
Ganhos econômicos ao Brasil II
De acordo com o trabalho, publicado pelo Núcleo de Estudos em Modelagem Econômica e Ambiental (Nemea), políticas de controle
do desmatamento na Amazônia – incluindo o chamado “desmatamento econômico” (que visa ao aumento da produção) –
acompanhadas de investimentos que viabilizem a compensação são factíveis e baratas. Os resultados do estudo, que é abundante
em números, demonstram que investimentos de R$ 1,45 bilhão no período de 2021 a 2040 seriam capazes de gerar R$ 2,7 bilhões
em atividade econômica.
Ganhos econômicos ao Brasil III
“Esse aporte de recursos teria efeitos diretos, como geração de emprego e renda, não apenas na Amazônia, mas no país como um
todo. Uma política de desmatamento zero nesses moldes seria extremamente vantajosa não apenas na dimensão ambiental, uma
vez que reduz a emissão de gases de efeito estufa e preserva o regime de chuvas no país, mas também, por exemplo, na área da
política externa”, diz o professor Edson Domingues, da Faculdade de Ciências Econômicas (Face), um dos autores do estudo, com a
colega Aline Souza Magalhães e a doutoranda Gessica Cardoso.
Com vacina, despencam casos de Covid em cidade
A imunização de toda a população adulta do município de Serrana, no interior paulista, com a vacina CoronaVac, do Butantan, fez os
casos sintomáticos de Covid-19 despencarem 80%, as internações, 86%, e as mortes, 95% após a segunda vacinação do último
grupo. Essa é a principal conclusão do Projeto S, estudo clínico de efetividade inédito no mundo realizado pelo instituto na cidade. A
redução foi constatada por meio da comparação dos dados desde o início do projeto – até completar a vacinação de todos os grupos
– com o restante do trimestre avaliado (fevereiro, março e abril de 2021).
Covid em cidade
Os resultados também mostraram que a vacinação protege tanto os adultos que receberam as duas doses do imunizante quanto as
crianças e adolescentes com menos de 18 anos, que não foram vacinados. “A redução de casos em pessoas que não receberam a
vacina indica a queda da circulação do vírus. Isso reforça a vacinação como uma medida de saúde pública, e não somente
individual”, explica o diretor de ensaios clínicos do Instituto Butantan, Ricardo Palacios, também diretor do estudo.
Bolsa de Valores
Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com leve alta de 0,09%, a 129.907 pontos. O dólar terminou o dia em alta de
0,64%, a R$ 5,07.
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