11 de março de 2020: OMS informava que a Covid-19 era um pandemia

Naquele momento, eram 118 mil casos de Covid-19 em 114 países e 4,2 mil pessoas tinham morrido: ligeiro, esses números foram à casa do milhão

Naquele momento, eram 118 mil casos de Covid-19 em 114 países e 4,2 mil pessoas tinham morrido: ligeiro, esses números foram à casa do milhão

Em 11 de março de 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) se dirigia ao mundo, por meio de seu presidente, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciando, em Genebra, na Suíça, que a COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, passava a ser caracterizada como uma pandemia.

“Atualmente, existem mais de 118 mil casos em 114 países e 4,2 mil pessoas perderam a vida. Outras milhares estão lutando por suas vidas em hospitais. Nos próximos dias e semanas, esperamos ver o número de casos, o número de mortes e o número de países afetados aumentar ainda mais”, afirmou Tedros, na ocasião.

No dia 30 de janeiro do mesmo ano, a OMS já havia declarado que o surto do novo coronavírus constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) – o mais alto nível de alerta da Organização, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional.

Américas

Para as Américas, a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, descreveu uma semana antes três situações possíveis que os países da região poderiam enfrentar – simultaneamente ou mesmo entre áreas de países maiores – com o COVID-19. 

Eram elas: clusters de casos após importações; grandes surtos em “locais fechados”, como asilos, prisões, campos militares, reuniões de massa; e transmissão comunitária em massa, que é mais provável de ocorrer durante a temporada de gripe.

Ações

Para resolver essas situações, a diretora da OPAS considerava existirem três tipos de ações que podiam ser tomadas: conter o vírus após sua introdução, por meio da detecção e isolamento de casos e do rastreamento de contatos; trabalhar com o setor de saúde para salvar vidas através da proteção dos profissionais de saúde e da organização de serviços para responder a um possível maior influxo de pacientes em estado grave; desacelerar a transmissão, por meio de uma abordagem multissetorial, entre outros.

Alguns países seguiram a orientação, completamente, e se viram menos atingidos pela pandemia. Outros, não, e o resultado foi devastador. A partir dali, milhões de pesoas acabaram atingidas pela Covid-19, mortalmente. E a luta continua.

 

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