Cícero vence em João Pessoa: quem ganha e quem perde

A eleição para o segundo turno, em João Pessoa, já tem vencedor. Trata-se do candidato Cícero Lucena, do PP, que venceu a disputa contra o candidato do MDB, Nilvan Ferreira, por 185.055 votos contra 163.030 votos, o que representa os percentuais de 53,16% a 46,84%.

Além de senador da República até 2014, eleito em 2008, o novo prefeito pessoense, foi também ex-vice-governador e ex-governador do Estado, além de ex-ministro da República no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.

Quem ganha com a vitória de Cícero

Primeiro, Cícero, que volta com estilo, para administrar João Pessoa, após ter sido preterido como candidato à reeleição ao Senado Federal, em 2014, na chapa liderada pelo ex-governador Cássio Cunha Lima, pelo PSDB, que negou legenda ao agora prefeito eleito da capital paraibana. E a vindita veio com um gosto a mais, já que os peessedebistas apoiaram a candidatura adversária de Nilvan Ferreira.

A outra vitória, importante no xadrez que é jogado para a disputa de 2022, é do governador João Azevedo, do Cidadania (o vice eleito na chapa de Cícero é Leo Bezerra, do mesmo partido do governador) o mais destacado apoio à candidatura de Cícero Lucena no pleito encerrado neste domingo, 29 de dezembro. Azevedo acumula forças para a disputa de 2022.

Também ganha com a vitória de Cícero o seu partido, o PP, capitaneado na Paraíba pelos irmãos Daniella Ribeiro, senadora da República, e Aguinaldo Ribeiro, deputado federal, ambos, figuras de destaque do chamado Centrão, no Congresso Nacional.

Não esquecer que o filho de Daniella e sobrinho de Aguinaldo, Lucas Ribeiro, foi eleito no primeiro turno a vice-prefeito de Campina Grande, na chapa encabeçada por Bruno Cunha Lima, do PSDB.

Quem perde?

Em primeiro lugar, o MDB, que chancelou a candidatura do comunicador Nlvan Ferreira, e terminou derrotado, depois de perder importante disputa na cidade de Guarabira, na pessoa do ex-vice-governador e ex-candidato a governador, e ex-deputado federal Roberto Paulino, e, ainda, em Araruna, terra do senador José Maranhão, líder maior do partido.

Em segundo lugar, o PSDB, que veio com força apoiar a candidatura de Nilvan Ferreira, em João Pessoa, sem lograr êxito, portanto. Os tucanos da Paraíba vão se entrincheirar, agora, em Campina Grande, onde têm pinimba a resolver com parentes do PSD, no governo municipal.

No caso do MDB, o partido fica sem um baluarte geopolítico forte para a disputa de 2022, na Paraíba, o que pode obrigar o partido a não pleitear cabeça de chapa, daqui a dois anos, e buscar alianças em torno de candidatos de outros partidos.

Quadro nacional

Naturalmente, tudo o que se refere a 2022, vai depender do quadro nacional. Afinal de contas, todos esses partidos vão estar vinculados a candidaturas presidenciais, e será preciso saber o grau de nacionalização das campanhas estaduais daqui a dois anos.

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