Sérgio Botelho – O entorno das praças Aristides Lobo e Pedro Américo, na parte baixa da cidade, é repleto de muita história. Prédios, ruas e as próprias praças guardam momentos diversos da evolução urbana da cidade de João Pessoa.
A foto que ilustra a matéria, melhorada em resolução e cores por IA, é um flagrante da evolução dessa parte tão importante da vida urbana da capital, onde ainda hoje viceja um comércio bastante frequentado.
Em destaque, vê-se o velho prédio, ainda dos anos 1800, que já foi de tudo no campo das serventias civis, tendo sido construído com intenções iniciais de funcionar como teatro para a cidade.
Na largada, foi sede do Tesouro Provincial, e na República, da Justiça Paraibana e da Assembleia Legislativa, além de sede de secretarias estaduais e do Comando Geral da PM. Agora se renova para ser uma espécie de palácio do governo.
Vê-se que o prédio ainda possui apenas dois andares, estrutura modificada durante o governo João Pessoa (1928-1930), quando ganhou mais dois andares, assumindo a altura que tem hoje.
O valor histórico do imóvel recebeu proteção legal em 1980. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep) tombou o prédio com reconhecimento publicado no Diário Oficial de 5 de setembro daquele ano.
A rua, naturalmente, é a atual Guedes Pereira, que já foi, na sequência, rua do Fogo e do Rosário. O casario é típico de moradias, no estilo da época, completamente diverso do que passou a ser, uma rua de casas comerciais.
À direita, a Praça Aristides Lobo, que passou por transformações ao longo do tempo, ganhando bela balaustrada. Na rua, os trilhos do bonde e na calçada larga, árvores recém-plantadas.
Ao fundo, dá para ver o prédio, ainda mais antigo que o do primeiro plano, que pertence à Polícia Militar da Paraíba, na função de quartel, e que sempre teve destinação militar, incialmente das forças imperiais.
Quanto à data da foto, ela deve ser de algum ano até 1921, uma vez que não existe nem sinal das obras de construção do prédio dos Correios e Telégrafos, ocorridas entre os anos de 1921 e 1926, e inaugurado em 1927.
Uma bela e histórica foto, bem representativa da evolução urbana da cidade, ainda mais útil porque melhorada, com mais nitidez e cores. Tudo isso é memória, tudo isso é história.
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