Sérgio Botelho – Em versos de rima simples, que não conseguem escapar da nostalgia, homenageio a figura popular pessoense do tribuno Mocidade, quase uma lenda. Eles evocam um tempo passado, onde suas palavras ecoavam com poder e impacto. A última estrofe, com a sugestão de que ele está “encantado” e ainda presente na alma da cidade, acrescenta importância não só a Mocidade mas também a outras figuras populares que fazem a alma de João Pessoa.
O tribuno Mocidade
(A João da Costa e Silva, o Mocidade)
Sérgio Botelho
‘Mocidade da minha terra’
Lhe marcava a oralidade
Pois assim abria suas falas
O tribuno Mocidade
Provocou muita emoção
Dizendo suas verdades
Mas como doido era visto
O tribuno Mocidade
Dizem que está encantado
E vaga pela cidade
Faz parte da nossa alma
O tribuno Mocidade
(A foto de Mocidade que ilustra os versos foi feita pelo inexcedível Antônio David)
