Sérgio Botelho – As ruas do Centro e do Varadouro, em João Pessoa, inscritas em sua maioria na parte histórica determinada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), nos remete a narrativas memoráveis.
Uma que chama a atenção, é a Avenida (!) 3 de maio, no Varadouro, entre a Rua da República e o Terminal de Integração, junto a antigo aglomerado industrial de João Pessoa. Foi nela, por exemplo, em que foi criança o nosso saudoso poeta, escritor e procurador, José Leite Guerra.
Sobre a data, duas são as referências à ela na história da Paraíba. A primeira, a de 3 de maio de 1888, que marca a abolição da escravatura na cidade de Areia, antecipando-se, portanto, à Lei Áurea, da Princesa Isabel, assinada apenas 10 dias depois, em 13 de maio.
A segunda, tem como baliza a realização, em 3 de maio de 1933, do primeiro pleito conduzido pela
Sérgio Botelho – As ruas do Centro e do Varadouro, em João Pessoa, inscritas em sua maioria na parte histórica determinada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), nos remete a narrativas memoráveis.
Uma que chama a atenção, é a Avenida (!) 3 de maio, no Varadouro, entre a Rua da República e o Terminal de Integração, junto a antigo aglomerado industrial de João Pessoa. Foi nela, por exemplo, em que foi criança o nosso saudoso poeta, escritor e procurador, José Leite Guerra.
Sobre a data, duas são as referências à ela na história da Paraíba. A primeira, a de 3 de maio de 1888, que marca a abolição da escravatura na cidade de Areia, antecipando-se, portanto, à Lei Áurea, da Princesa Isabel, assinada apenas 10 dias depois, em 13 de maio.
A segunda, tem como baliza a realização, em 3 de maio de 1933, do primeiro pleito conduzido pela Justiça Eleitoral da Paraíba. Naquele dia, a Paraíba, assim como o Brasil inteiro, foi às urnas para escolher representantes na Assembleia Nacional Constituinte.
Nesse particular, a data é notável não apenas pelo fato de ter sido a primeira ação da Justiça Eleitoral da Paraíba, instituída em 1932, mas pelo conjunto da obra, já que, também pela primeira vez, as mulheres podiam votar, sendo o voto secreto e permitido a todos os cidadãos.
Em Areia, por sua vez, o ato de 3 de maio de 1888 coroava toda uma história de luta contra a escravidão numa cidade cercada de engenhos e de senhores de escravos por todos os lados. Dessa forma, ainda mais difícil.
(Foto: antigo aglomerado industrial de João Pessoa, na Rua da República. A primeira à direita é a rua 3 de maio. Ao fundo, a Ponte do Baralho ou de Bayeux)
*Sérgio Botelho é jornalista, escritor, memorialista e membro do IHGP.
https://paraondeir.blog/o-3-de-maio/
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