02 de julho: dia da vitória pela independência da Bahia

Na Bahia, o 02 de julho é uma das datas mais respeitadas, a partir mesmo da população. Neste dia, em 1823, os baianos, com a efetiva participação das camadas populares locais, expulsaram definitivamente os portugueses e os mandaram de volta a Portugal.

Na verdade, a Bahia viveu seu primeiro levante contra a dominação lusitana nos anos de 1798 e 1799. Com efeito, àquela época, a Conjuração Baiana, também conhecida como Revolta dos Alfaiates, intentou promover a independência com relação a Portugal.

O gérmen da revolta permaneceu, e, assim, meses antes de o imperador Dom Pedro I ter gritado o “Independência ou Morte”, os baianos já haviam se posto em movimento em favor da independência. Em 19 de fevereiro de 1822 ocorreram as primeiras e graves escaramuças entre nativos e portugueses.

Tais confrontos evoluíram ao ponto de os portugueses assassinarem a freira Joana Angélica, na porta do convento, antes de invadi-lo. Os soldados lusitanos cumpriam ordens do governador pró-Portugal, general Madeira de Melo.

Revolução liberal portuguesa

Cumpre lembrar que em 1821 o rei Dom João VI, no Brasil, foi obrigado a retornar a Portugal, frente a exigências da corte constitucional lusitana. A saber, que assumiram o controle do país após os episódios da Revolução Liberal deflagrada em Portugal.

Acontece que o liberalismo português só valia mesmo para aquele país ibérico. Quanto ao Brasil, a ordem era a recolonização. Pelo desejo do poder português, o Brasil teria de deixar a condição de Reino Unido.

Por isso, a revolta brasileira se fortaleceu o suficiente para que, enfim, em 07 de setembro de 1822, o imperador Pedro I proclamasse, então, a independência. No entanto, a Bahia já vinha em luta encarniçada. E já tinha até uma mártir.

A luta baiana, mesmo após a proclamação da independência, persistiu até 02 de julho de 1823, quando os portugueses tiveram de fugir. Dessa forma, foi estabelecida, na província, a autoridade de Dom Pedro I e a condição de independência do país.

Heróis e heroínas da Pátria

Além da freira Joana Angélica, mais duas mulheres se destacaram na luta pela independência da Bahia: Maria Quitéria e Maria Felipa. Maria Quitéria deixou a casa do pai às escondidas, vestiu-se de soldado, e lutou bravamente ao lado dos nativos. Maria Felipa, marisqueira e trabalhadora braçal, liderou trabalhadores e índios incendiando navios portugueses na Ilha de Itaparica, onde vivia. Hoje, todas elas, são heroínas da independência.

A Lei 13.697/2018, inscreveu no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria os nomes de Maria Quitéria de Jesus Medeiros, Sóror Joana Angélica de Jesus, Maria Felipa de Oliveira, além de João Francisco de Oliveira (João das Botas). Este, liderou parte da esquadra brasileira na luta marítima contra os portugueses. Ademais, defendeu com apenas 4 barcos a Ilha de Itaparica não permitindo o desembarque lusitano.

Sobre a Independência da Bahia, leia mais no link: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/independencia-bahia.htm

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