Senado homenageia Tereza de Benguela e põe racismo em xeque

Ao celebrar Tereza de Benguela, Senado ilumina um dos capítulos mais fortes e libertadores da luta contra a escravidão, no Brasil

O Senado fará sessão especial para homenagear o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra nesta segunda-feira (11), às 10h. O requerimento que pede a homenagem (RQS 496/2022) é da senadora Leila Barros (PDT-DF), com objetivo de celebrar a data e “fomentar o debate sobre a emancipação das mulheres negras e o fim da desigualdade étnico-racial.”

Símbolo de resistência e liderança na luta contra a escravização, Tereza de Benguela, ou ‘‘Rainha Tereza”, viveu no século 18 e assumiu a liderança do quilombo chefiado pelo marido, José Piolho, depois que ele foi assassinado, em Mato Grosso. Tereza apoiou a luta da comunidade negra e indígena contra a escravidão por duas décadas.

O dia 25 de julho foi instituído como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra por lei em 2014. A data foi criada para lembrar a luta das mulheres contra a escravização. 

Leila destaca que, apesar de a população negra e parda ser a maioria no Brasil, é também a que mais sofre com a violação de direitos fundamentais, realidade que encontra raízes no passado escravagista do país. Nesse contexto, as mulheres negras são as maiores vítimas, acrescenta a parlamentar.

“Urge, pois, ainda hoje — inobstante as muitas lutas e algumas conquistas) —, reflexão e discussão sobre as estruturas racistas e patriarcais que, historicamente, têm garantido a manutenção de privilégios em desfavor da população negra, em especial das mulheres negras, em nosso país”, diz no requerimento.

Edição do Para Onde Ir: Sérgio Botêlho, com informações da Agência Senado

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