PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A Igreja de Nossa Senhora da Penha de França, em Pitimbu

Sérgio Botelho – Em nosso post desta segunda-feira, 14, falamos sobre Pitimbu. De passagem, registramos a existência, no município, da Igreja de Nossa Senhora da Penha de França. Convém, agora, destacar que Nossa Senhora da Penha (da histórica capela da praia do mesmo nome, no Litoral Sul de João Pessoa, hoje um santuário) é a mesma Nossa Senhora da Penha de França. Outra coincidência, é que ambas foram construídas no Século XVIII (a de Pitimbu, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, em 1756, e a da Praia da Penha em 1763).
O templo católico de Pitimbu fica no distrito de Taquara, uma região que respira muita história do Brasil, mais particularmente às da Paraíba e de Pernambuco. O templo é um dos marcos da ocupação do litoral sul paraibano e guarda a memória dos primeiros séculos da ocupação europeia, por onde cruzaram, e se chocaram, portugueses, franceses e holandeses.
Conforme o Iphan, a igreja tem estilo barroco, apresentando “técnica construtiva de alvenaria mista de tijolos maciços e pedra calcária, empregando também a técnica tradicional do canjicado”. Enfim, “ cobertura apresenta estrutura de madeira em linha alta, caibros roliços e ripas de embiriba, recobertos por telha canal de fabrico artesanal”.
Entre 2015 e 2016 o templo passou por restauração completa, por iniciativa do instituto que cuida do patrimônio histórico nacional, o que incluiu consolidação de paredes, troca da cobertura, recomposição de pisos, pintura e recuperação de altares e forros, devolvendo-lhe a elegância original sem perder as marcas do tempo.
Além de ser importante por si própria, a Penha de França integra um conjunto sacro com a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e as ruínas da antiga matriz no cemitério local, todas voltadas umas para as outras na pequena vila, de forte apelo espiritual.
O sítio religioso faz de Taquara um passeio que mistura história, fé e paisagens tropicais num mesmo roteiro. Seja para rezar, fotografar a arquitetura, ou apenas se divertir, a visita vale muito.


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