Sérgio Botelho – A imagem que motiva o post deste sábado, 3, é um recorte da que publiquei nesta sexta-feira, 2, feito (o recorte) para destacar a Igreja do Senhor Bom Jesus dos Martírios, na Rua das Trincheiras, na capital paraibana.
(Leio que Bom Jesus dos Martírios é uma invocação católica que lembra os sofrimentos e tormentos sofridos por Jesus Cristo durante a Paixão, conforme relatados pelos Evangelhos escritos pelos apóstolos).
Na Paraíba, entre os Séculos XVIII e XIX, havia a Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Martírios. A referida corporação religiosa era proprietária de um terreno na área onde hoje existe a Praça Pedro Américo, na parte baixa da cidade.
Como o Poder Imperial, em 1810, precisou do terreno para construir um quartel da Primeira Linha, a confraria recebeu em troca a velha Igreja de Bom Jesus, construída no final do Século XVIII. A compensação teria ocorrido em 1829, segundo o Memória João Pessoa, da UFPB.
Como a foto parece ser de uma data entre 1910 e 1912, por conta do avanço do posteamento para a energia elétrica implantada em João Pessoa justamente em 1912, assim, na referida época, a Igreja ainda era consagrada ao Senhor Bom Jesus dos Martírios.
A imagem também mostra a versão arquitetônica que a igreja tinha naqueles anos. Em 1913 virou Paróquia, com a denominação de Nossa Senhora de Lourdes. Em 1915, começou um processo de modificações no prédio que resultaram na configuração arquitetônica de hoje.
Logo após a violenta repressão que se seguiu à derrota dos insurgentes da Revolução de 1817, nas paredes frontais da Igreja do Senhor Bom Jesus dos Martírios foram expostos os restos mortais do jovem revolucionário Peregrino de Carvalho.
*Sérgio Botelho é jornalista, escritor, memorialista e membro do IHGP.
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. Igreja do Senhor Bom Jesus dos Martírios
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