Sérgio Botelho – Acompanhei nesta segunda-feira, 18, a abertura do evento que marca os 50 anos do Núcleo de Documentação e Informação Histórica Regional da UFPB, que prossegue hoje, tendo como ambiente o Auditório 412 do CCHLA, no Campus I.
Presentes ao evento figuras seminais do NDIHR, a exemplo das professoras Rosa Godoy, Neiliane Maia e Joana Neves. Como participei dos trabalhos iniciais do núcleo, lá pelos idos de 1976, esse reencontro em mim provocou, antes de tudo, inevitável e benéfico impacto afetivo.
Não via essas pessoas há décadas, e o início do referido núcleo de pesquisa recobrou seu espaço memorial particular. Coube à Rosa Godoy, pedra angular do NDIHR, explicar aos participantes da celebração as origens da unidade acadêmica.
Contextualizou a criação do núcleo, sem esquecer de ressaltar a influência favorável, de caráter fundamental, do então reitor Lynaldo Cavalcanti. Fundamental porque o núcleo não vinha para a UFPB, e ele o requereu, e no exercício do reitorado deu-lhe o apoio necessário.
Ao longo dos seus 50 anos, entra reitor e sai reitor, o NDIHR experimentou altos e baixos, tanto no que diz respeito ao apoio que necessariamente teria de vir dos eventuais reitorados, quanto no seu funcionamento e vocação.
Achei altamente interessante em determinada altura do debate a colocação de Rosa Godoy sobre a necessidade de conexão do núcleo com as demandas da sociedade. Aliás, não só o núcleo, como cursos e departamentos da universidade.
Voltando no tempo, apesar de então vivermos numa ditadura, o NDIHR participou, sem vacilação, de movimentos sociais intensos, especialmente os de origem camponesa e por democracia, neles encontrando a energia criativa de que precisava, na largada.
São essas as ferramentas do NDIHR, as suas raízes.
(Foto: Flagrante do evento, ontem. Ao centro da mesa, Rosa Godoy)
*Sérgio Botelho é jornalista, escritor e memorialista
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