A escritora e poeta Mirtzi Ribeiro nos oferta o poema “Qual é o foco?” onde faz uma reflexão sobre a importância de manter a serenidade e o equilíbrio na vida cotidiana. Mirtzi oferece uma visão sábia sobre como navegar entre as exigências do dia a dia sem perder de vista a leveza e a intenção que podem transformar a rotina em algo significativo e gratificante.
Desde o primeiro verso, Mirtzi nos coloca em um cenário cotidiano: “Entre as trivialidades, obrigações e rotina”. Essa introdução direta ressoa com qualquer leitor que já se sentiu sobrecarregado pelas responsabilidades diárias. No entanto, o poema logo nos lembra da importância de encontrar “leveza em ação repetida”, um conselho que implica a necessidade de cultivar uma atitude positiva e tranquila, mesmo em tarefas rotineiras.
O poema também toca na importância da “civilidade, compreensão e assim agir”, sugerindo que nosso comportamento em relação aos outros também é fundamental para manter essa harmonia. A simplicidade e a clareza com que o poema aborda a necessidade de “nunca abstrair” demonstram que o foco verdadeiro reside em não nos deixarmos levar pela distração ou pelos “reles palpites” que podem desviar nossa atenção do que realmente importa.
Na sequência, “Qual é o foco?, de Mirtzi Ribeiro
Qual é o foco?
Mirtzi
Entre as trivialidades, obrigações e rotina,
É preciso adotar leveza em ação repetida.
Porque nos traz serenidade e não alucina,
Desde o alvorecer na bela hora da matina.
Na manhã que surge, no anoitecer e sono,
Que flua tudo o que é bom sem desabono.
Que possamos seguir como o nosso dono,
Senhores de si, sem ficar sob o abandono.
Saber se portar, na hora de entrar ou sair.
Ter civilidade, compreensão e assim agir.
E o mínimo que se pede é jamais abstrair.
Nunca devemos nos impor certos limites,
Para não atrapalhar disposição e alvitres,
E sucumbir a mesmices e a reles palpites.

